terça-feira, 6 de setembro de 2016

                                         COMO NOS DIAS DE NOÉ:

 

Alertamos para a gravidade e importância do ESTUDO abaixo, pois alicerçado na SAGRADA ESCRITURA. Devemos não apenas lê-lo, mas sim meditá-lo com muita profundidade, para não sermos vitimados em breves anos. Esta armação em andamento - manifestações de Ets mundo afora - não passa de demônios travestidos e disfarçados em extraterrestres. Na verdade, eles são seres espirituais das profundezas do inferno.

O RETORNO DOS NEFILINS!


São alienígenas e abduções alienígenas o que a Bíblia trata? Quem ou o que são os “Nefilim” no livro de Gênesis? Eles ainda estão aqui? UFOs são reais? O que significa a frase “como nos dias de Noé”? Será que esses Nefilim desempenharão um papel de engano em massa no fim dos tempos?
Junte-se ao Apocalink e exploraremos este assunto controverso, e daremos um contexto bíblico para o fascínio moderno de aliens e UFOs.
A origem
Um dos pontos importantes que Jesus fez a respeito de Seu segundo retorno, foi que esta ÉPOCA terá uma semelhança com os dias de Noé.
”E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem”. (Mateus 24:37)
O ano é 2.348 a.C., época do dilúvio de Noé. O capítulo 6 de Gênesis nos dá uma revelação surpreendente.
Como se foram multiplicando os homens na Terra, e lhes nasceram filhas, vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram…
Ora, naquele tempo havia gigantes (Nephilim) na Terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram heróis, homens de renome, na antiguidade. (Gênesis 6:1, 2, 4)
Somos informados de que os “filhos de Deus” viram as filhas dos homens e as tomaram por esposas. Quem são esses “filhos de Deus” e de onde vieram? Nossa primeira tarefa é coletar toda informação sobre esses indivíduos e permitir que os dados recolhidos determinem nossas conclusões.
O termo “filhos de Deus” ocorre oito vezes no Antigo Testamento. Examinemos algumas dessas ocorrências. A que se segue é extraída de um debate entre Iahweh (Deus) e Jó.
Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da Terra? Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?
Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra angular, quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus? (Jó 38:4-7)
Nesse debate entre Iahweh e Jó há uma referência óbvia ao tempo da criação do mundo. Nesse contexto, “Filhos de Deus” refere-se ao que chamamos anjos, que são seres espirituais criados. E sempre que a expressão ocorre no Antigo Testamento, o significado é esse.
Fazendo dos ventos os teus mensageiros, das chamas de fogo os teus ministros. (Salmo 104:4)
Isso também é válido para o Novo Testamento:
Ora, a qual dos anjos jamais disse: “Senta-te à minha direita…” Não são todos eles espíritos servidores… (Hebreus 1:13,14)
No Livro de Daniel, capítulo 3:24, 25, lemos que três homens foram lançados em uma fornalha ardente pelo rei Nabucodonosor que então …
“ … se levantou depressa, e disse aos seus conselheiros: “Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam dentro do fogo… e o aspecto do quarto é semelhante a um filho de Deus.””
Nabucodonosor prossegue falando:
“Bendito seja o Deus de Sidraque, Misaque e Abedenego, que enviou o Seu anjo e livrou os Seus servos que confiaram nele…” (Daniel 3:28)
Do que foi dito acima, fica claro que o ser que acompanhava os três homens no fogo, e que foi chamado filho de Deus, no versículo seguinte é chamado “anjo”.
Nesta citação seguinte do Livro de Jó observamos uma reunião distante de seres celestiais:
“Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles.” (Jó 1:6)
No texto hebraico, a palavra anjo é malak. No grego, é aggelos. Mas, a meu ver, uma tradução mais exata dessas palavras hebraica e grega é emissário ou mensageiro. A palavra anjo ocorre mais de 300 vezes no An-tigo e no Novo Testamento. Em todos esses locais, a palavra emissário ou mensageiro seria uma tradução melhor, visto que a palavra anjo confundiu e distorceu nossa compreensão. Ou seja, quando essa
palavra é empregada, nós imediatamente evocamos a imagem de um querubim nu com asas pequeninas e sem genitália flutuando no ar inocentemente, portando arco e flecha. Ou a imagem de um ser grande e glorioso com asas enormes que se projetam de algum lugar dentre suas escápulas e iluminadas por trás por um holofote!
Nada poderia estar mais longe da verdade. Mais à frente, neste trabalho, apresentarei uma avaliação mais detalhada desses mensageiros ou emissários. Mas para que não percamos o foco do que estamos discutindo no momento, é suficiente dizer que esses mensageiros sempre aparecem como homens. Comem, bebem e são confundidos com seres humanos comuns. Alguns são identificados por nome e também são chamados de homens. Portanto, têm a nossa aparência. Usam roupas e podem falar como nós. Mas voltemos ao tema do qual tratávamos. Em Gênesis 6:2 está escrito:
Vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram.
Nessa passagem, mais uma vez fica claro que há uma distinção entre as “filhas dos homens” de um lado, e os “filhos de Deus” do outro.
O que esse versículo está insinuando é que esses “filhos de Deus”, que foram seres sobrenaturais criados, tiveram relações sexuais com mulheres humanas comuns e geraram filhos. Mas não se tratava de uma prole comum.
Ora, naquele tempo havia gigantes (Nephilim) na Terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram heróis, homens de renome, na antiguidade. (Gênesis 6:4)
A palavra hebraica que significa gigantes nesse versículo é Nephilim, da raiz naphal, que significa cair. Portanto, os descendentes desses seres sobrenaturais com mulheres humanas são chamados gigantes ou Nephilim, que significa os caídos. Também os homens-espírito são chamados de Nephilim, pois eles caíram em desgraça, caíram do Céu e caíram na Terra.
No decorrer desta série investigaremos por que esses seres sobrenaturais ou mensageiros tornaram-se “caídos”. Mas para não nos desviarmos destes enigmas à nossa frente continuaremos com o estudo dos Nephilim e seu impacto na sociedade daquela época.
Nas passagens acima citadas, o leitor terá observado que essas investidas ocorreram em duas ocasiões, ou seja:
Naquele tempo havia gigantes (Nephilim) na Terra; e também depois.
“Naquele tempo” refere-se aos dias de Noé. A expressão “e também depois” diz-nos que esses Nephilim também estavam na Terra depois do Dilúvio.
Portanto, essas duas investidas de seres sobrenaturais caídos contra mulheres ocorreram antes do Dilúvio e novamente algum tempo depois.
Temos muita informação a respeito desses gigantes quando habitaram a Terra àquela época. Depois de examinarmos os sinais relativos a eles, voltaremos à investida anterior e discutiremos os indícios de como eles deixa-ram sua marca na civilização antiga àquela época.
Os anjos que pecaram
Há uma grande quantidade de revelações na Bíblia sobre os anjos. Eles podem aparecer em forma humana, eles falam com os homens, comeram a comida dos homens, são capazes de combate físico direto, alguns são as principais forças por trás das potências mundiais. Eles não se casam (no Céu), mas, aparentemente, são (ou eram) capazes de fazer muito mal.
Os estranhos acontecimentos de Gênesis capítulo 6 são também referidos no Novo Testamento. Pedro refere-se a eventos que precederam o dilúvio de Noé: “Porque, se Deus não poupou os anjos que pecaram, mas lançou-os no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo …” 2 Pedro 2:4
(Pedro usa o termo tártaro, Aqui traduzido como inferno. Este é um termo grego para “morada escura da aflição, o poço das trevas no mundo invisível.” Ilíada de Homero retrata como tártaro ”Como muito abaixo, hades é assim como a terra está abaixo do céu…”)
Além disso, em Judas, menciona-os: “E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, ele os tem reservado em prisões eternas na escuridão para o juízo do grande dia. Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades da mesma maneira, dando-se sobre a prostituição, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a vingança do fogo eterno. ” Judas 6,7.
A Escritura adverte contra interferências do mundo espiritual. O castigo dos anjos que pecaram enfatiza a gravidade da apostasia: seres de uma ordem mais elevada do que a nossa terem sidos arremessados em um lugar escuro de confinamento, onde permanecerão pela eternidade. Deus não mudou sua atitude para com eles; o tempo não atenuou a gravidade do seu pecado. Falsos mestres são pré-selecionados para a condenação.
A maioria das pessoas, incluindo estudantes sérios (e autodidatas) da Bíblia não têm conhecimento das circunstâncias peculiares que levaram ao Dilúvio de Noé. Isto tem sido amplamente mal compreendido durante séculos. Estas coisas estranhas e críticas nestes acontecimentos estão entre os assuntos mais controversos dentre os estudiosos.
Os motivos para o dilúvio
Foi a infusão desses seres estranhos na condição humana que trouxe o Dilúvio de Noé. O Dilúvio foi precedido por quatro gerações de profetas que avisaram sobre o julgamento vindouro: Henoc, Matusalém, Lameque, e Noé.
Parece que isso era parte do estratagema de Satanás para corromper a linha de Adão para evitar o cumprimento da redenção messiânica. Noé era aparentemente o único em sua genealogia que ainda estava incorrupto.
Os estranhos acontecimentos que levaram à inundação são também, em alusão a antigas mitologias. As lendas dos “titãs” gregos – em parte terrestres, em parte celestiais – abraçam essas mesmas memórias. (O titã grego é lingüisticamente ligado ao caldeu Sheitan, no hebraico Satan.)
Para examinar este período surpreendente da pré-história precisamos examinar os eventos precedentes como registrado em Gênesis, capítulo 6:
”Sucedeu que, quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.”
“Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus tiveram relações sexuais com as filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, eles foram os heróis do passado, homens famosos.” Gênesis 6:4
A passagem acima citada descreve as circunstâncias estranhas que levaram ao desastre cataclísmico do famoso dilúvio de Noé. O termo hebraico traduzido por “filhos de Deus” é Ha B’nai Elohim, um termo usado de forma consistente no Antigo Testamento para ”anjos”.
Quando a Torá no hebraico (que naturalmente inclui o livro de Gênesis) foi traduzida para o grego no século III antes de Cristo (dando-nos o que é conhecido como a tradução Septuaginta), esta expressão foi traduzida anjos.
O livro de Henoc (que é citado na Bíblia como referência) também claramente trata desses acontecimentos estranhos envolvendo anjos. Embora este livro não seja considerado uma parte do cânone “inspirado”, o livro de Enoque era respeitado por ambos os rabinos e por autoridades cristãs de cerca de 200 a.C. até cerca de 200 d.C. e é útil para autenticar o uso lexicológico e confirma as crenças aceitas daquele período.
O livro de Henoc afirma:
“E aconteceu depois que os filhos dos homens se multiplicaram naqueles dias, nasceram-lhe filhas, elegantes e belas.
E quando os anjos, os filhos dos céus, viram-nas, enamoraram-se delas, dizendo uns para os outros: Vinde, selecionemos para nós mesmos esposas da progênie dos homens, e geremos filhos. E elas (as mulheres) ficaram grávidas e deram à luz gigantes, e devoraram a humanidade. Cuja estatura era de trezentos cúbitos. Estes devoravam tudo o que o labor dos homens produzia e tornou-se impossível alimentá-los;
Então eles voltaram-se contra os homens, a fim de devorá-los;
E começaram a ferir pássaros, animais, répteis e peixes, para comer sua carne, um depois do outro, e para beber seu sangue.” (Enoque 6: 1-2, 7:1-6)
A passagem bíblica do Gênesis refere-se a seres sobrenaturais invadindo o planeta Terra e ”pegando” “as filhas dos homens”= “Benote Adam,” em hebraico, literalmente “as filhas de Adão” referente aos descendentes naturais femininos da humanidade. Estes pecadores, aparentemente sobrenaturais, acasalaram-se com as mulheres humanas e produziram descendentes, sobre-humanos!
O termo traduzido “Gigante” vem a partir da palavra hebraica “Nefilim”, e significa literalmente “Os caídos” (Do verbo nephal, Para cair) Na tradução da Septuaginta, o termo usado foi “gigantes” ou nascidos da terra. Eles também são chamados “Hag Bibborim” que significa os poderosos, ou herói, ou homens-chefe.” Antes de prosseguir, um esclarecimento teológico extremamente importante deve ser feito…
Jesus afirmou:
“Porque na ressurreição nem se casam nem se dão em casamento, mas são como anjos de Deus no céu.” (Mt 22:30-31, Marcos 12:25)
O que algumas pessoas não entendem, nem querem realmente tratar, é a forma como os anjos caídos que deixaram sua morada no céu poderiam ter relações sexuais com as filhas de Eva (Judas 6-7)
É muito simples quando você entende que o apóstolo Paulo escreveu que os anjos têm o poder de mudar a sua forma, e até mesmo aparecer como um anjo de luz (2 Coríntios 11:14) anjos caídos têm a capacidade de transformar e mudar o seu tamanho de acordo como quiserem, são transmorfos.
Eles possuem a habilidade de transformar a energia em matéria! Isso pode ser visto em Êxodo quando os feiticeiros de Faraó transformaram suas varas em serpentes. (Ex 7:11-13) “Mas Faraó também chamou os sábios e os feiticeiros, assim os magos do Egito, Eles também fizeram o mesmo com os seus encantamentos. Cada homem jogou a sua vara, e elas se TRANSFORMARAM em serpentes. Mas a vara de Arão tragou as varas deles. E o coração de Faraó se endureceu, e ele não prestou atenção deles, como o Senhor tinha dito.”
O que torna todo este assunto ainda mais surpreendente é que todas as grandes civilizações, com seus mitos e lendas traçam na sua compreensão da história uma volta ao tempo em que os deuses tinham relações sexuais com as filhas dos homens produzindo uma prole gigantesca que se tornaram figuras lendárias da história! Os semideuses gregos, ao longo da mitologia grega, encontra-se em relações entre deuses e mulheres, que renderam semideuses, meio homem e Titãs, ou heróis que foram parte terrestres e em parte celestiais. Sendo que Hércules é um bom exemplo disto.
A Linhagem de Seth
À luz da análise histórica dos Nefilins, muitos estudiosos eram capazes de manter uma visão diferente da conjeturada “linhagem de Seth” . Muitos estudantes da Bíblia foram ensinados que Gênesis 6 refere-se a uma falha em manter a linha de fiéis de Seth separada da linha mundana de Caim.
Esta ideia é avançada, que após Caim matar Abel, a linha de Seth manteve-se fiel, enquanto a linhagem de Caim tornou-se descrente e rebelde. Os ”filhos de Deus” são considerados referindo-se à linha de Seth, “as filhas dos homens” para a linha de Caim, e os casamentos resultaram na turva separação entre eles. (Por que a prole resultante é chamada de Nephilim, ainda está sem qualquer propósito claro).
A igreja primitiva viam os B’nai Elohim como os anjos até o final do século IV: Justino, Atenágoras, Cipriano, Eusébio, etc e tal. (Também Josephus, Philo, Judeaus, e a relação Apochrypha neste ponto de vista).
Celso e Juliano, o Apóstata exploraram mais velha crença comum de atacar o cristianismo. Cirilo de Alexandria, em sua resposta, repudiou a posição ortodoxa. Julius Africanus (um contemporâneo de Orígenes) introduziu a teoria de que os “filhos de Deus” simplesmente se refere à linha genealógica de Seth, que estava empenhada em preservar a verdadeira adoração de Deus.
Aparentemente mais atraente, a “teoria setista” prevaleceu na Igreja Medieval, e muitos ainda sustentam essa visão.
Essa visão, entretanto, tem vários problemas sérios. Não há nenhuma indicação de que o setistas foram distinguidos pela piedade, pois eles não foram isentos da taxa de maldade geral que trouxe o dilúvio. Na verdade, filho de Seth, Enos foi quem introduziu a apostasia neste mundo. Isto é mascarada por uma má tradução de Gênesis 4:25, que devemos ler: “… Então os homens começaram a profanar o nome do Senhor “.
Além disso, quando os fiéis se casaram com os infiéis, eles não deram o nascimento à prole não natural! E as “filhas dos homens” não foram diferenciadas. Todos foram destruídos.
(Aliás, os Nephilins não foram completamente exterminados com o dilúvio. Gênesis 6:4 menciona “,… E também depois …“Nós encontramos os filhos de Anaque, o Anakim, Mais tarde, no Antigo Testamento.)
Não existe precedente biológico de que a relação entre um crente, um homem de deus e um ímpio resulte em um filho de 3 metros!
Os filhos de Seth e as filhas de Caim têm uma interpretação obscurecida na antítese gramatical entre os filhos de Deus e as filhas de Adão. A tentativa de IMPOR esse ponto de vista ao texto irá contra os séculos de entendimento do texto hebraico entre os estudiosos rabínicos.
Além disso, o termo “filhas de Adão” não denota uma restrição à linhagem de Caim, indica que muitos dos descendentes de Adão parecem ter sido envolvidos. Na verdade, essas “filhas” são as mesmas mencionadas anteriormente na mesma frase! Os filhos de Adão eram inocentes? Por que não foram poupados do DILÚVIO?
Direto ao ponto: a procriação por pais de diferentes pontos de vista religiosos, não produz descendência natural de super heróis. Se Crentes se casam com incrédulos podem produzir “monstros”, mas dificilmente sobre-humanos, crianças não naturais! A antítese lexicológica claramente pretende estabelecer um contraste entre os “anjos” e a mulher da terra (Natural).
Agora, chegamos à linha de fundo, pronto para fazer o cruzamento em direção ao gol:
Satanás e seus anjos caídos procuraram corromper linhagem (genes) da raça humana. Era sua intenção evitar sua condenação e destruição, tentando impedir o Salvador prometido ao mundo, que no futuro iria nascer (Gênesis 3:15). Não se esqueçam do acontecimento do Espírito de Deus se unir a uma mulher da terra (Maria) gerou um super humano (divino) (Jesus). Satanás quis contaminar o dna humano para que através dele não nascesse Jesus, assim ele não seria julgado e jogado ao inferno!
Satanás foi tão bem sucedido em corromper a linhagem humana que apenas oito almas tiveram sucesso em sobreviver. Gênesis 6:8-13 declara que Noé era um homem justo que foi perfeito em sua geração, ou seja, Noé e sua família foram os descendentes apenas de Adão e Eva que não tiveram suas linhagens poluídas pelos anjos caídos.
Para ser franco, houve um problema genético! Satanás e seus anjos caídos tinham sexualmente corrompido todos aqueles destruídos no dilúvio, exceto Noé e sua família e os animais escolhidos a dedo que Deus trouxe para a arca!
Jesus deixou bem claro que durante os últimos dias, ou o tempo de Sua segunda vinda, os dias imitariam os dias de Noé. O diabo e seus anjos caídos e os espíritos imundos, juntamente com os seus homólogos humanos (ILLUMINATI) dispostos agora estão usando a engenharia genética e abduções alienígenas (POSSESSÕES DEMONÍACAS) para reproduzirem um híbrido humano (ANTICRISTO) como foi nos dias de Noé. Como exemplo de abduções alienígenas nos dias atuais:
A famosa “abdução” de Bettye Barney Hill , em 1961, é um caso clássico de experimentação humana. Os Hills foram levados para quartos separados durante este exame. Esses “testes” eram procedimentos tanto físico como mental. Como parte destes testes, amostras de pele, cabelo e unhas foram tomadas do casal. Betty teve uma longa agulha inserida no seu umbigo, e foi dito a ela que era um teste de gravidez. Sob coação, Barney falou que dele foi recolhida uma amostra de sêmen.
Há relatos de bebês que estão sendo tirados do ventre de suas mães e que são relatos comuns nestes sequestros (abduções). Alguns têm testemunhado que viram seu próprio filho a bordo de naves espaciais.
Estamos testemunhando o que Jesus falou claramente sobre o que acontecerá durante os últimos dias? Eu realmente acredito que um engano cósmico está prestes a se desenrolar. O apóstolo Paulo advertiu a Igreja com sinceridade em Tessalônica:
”Não deixem que ninguém vos engane de modo algum. Antes daquele dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição.
“Este se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de se assentar no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus.” (2 Ts 2:3-4)
A palavra caindo no grego é “apostasia” e significa abandonar, um abandono da verdade (apostasia). Estou preocupado que uma vez que esses OVNIs e seus ocupantes estejam se revelando intensamente em todo o mundo, as tvs e os filmes de propaganda massiva levam ao público este condicionamento, o que vai iniciar uma mudança de paradigma na espiritualidade de todos, fazendo com que não sigamos o Evangelho de Jesus Cristo, mas sim sigamos o “Evangelho segundo o ET!”
Todos estes envolvimentos com “aliens” são demoníacos e são apenas outro acontecimento precursor do fim dos tempos. Alguns também acreditam que o futuro líder mundial (para mais informações sobre o Líder Mundial consulte em nosso blog apocalink o estudo sobre o APOLION) poderá surgir de uma “conexão alienígena.” O que é muito consistente com o que podemos inferir a partir das Escrituras.
(O limitador, Restringidor (Ou aquele que “Resiste”, ou “RESISTÊNCIA” mundial do Espírito Santo, lá em II Tessalonicenses 2) pode ser muito mais restritivo do que podemos suspeitar! Quando ele for removido, o mundo todo terá algumas surpresinhas!
Nesse meio tempo, quais são as nossas armas de proteção contra tais coisas? O que devemos fazer, na verdade, é “lutar não contra a carne e o sangue, mas contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra os exércitos espirituais da maldade nos lugares celestiais.“
Nossa armadura está bem definida em Efésios 6:10-17.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

“O TEMPO NÃO PARA”

Eclesiastes 3.1-22

De fato, o tempo não dá trégua para ninguém.
O tempo é algo preciso, é algo milagroso, é algo que não pode ser desperdiçado.
O tempo é:
 1) Inelástico: não aumenta e nem diminui;
 2) Indispensável: é necessário para que aconteçam todas as demais coisas, e
 3) Irreversível: não volta atrás. O tempo é o mesmo para todos, já a sua administração
é outra coisa. É pessoal e intransferível!
Cada ano que recebemos de presente para vivermos possui:
1) 31.536.000 segundos; 2) 525.600 minutos; 3) 8.760 horas, e 4) 365 dias. Olha quanto tempo
recebemos na virada de cada ano! E só de pensar sobre isso, o tempo vai passando.

1 – Tudo tem o seu tempo determinado.

Deus é a causa incausada, disse o filósofo Aristóteles. O motivo pela qual tudo existe e está fundamentado. Todas as coisas são conhecidas previamente pelo Eterno, estão rigorosamente debaixo do seu controle e há tempo para tudo acontecer. Tudo tem o tempo próprio, a hora adequada, o momento certo, a situação apropriada. Há tempo para plantar e colher (v. 2), há tempo de derrubar e de edificar (v.3), há tempo para ajuntar pedras e espalhar pedras (v. 5), há tempo de guardar e tempo de jogar fora (v.6), e há ainda tempo para muitas outras coisas. “Tudo tem o tempo determinado” refere-se às estações tanto da natureza quanto da vida humana (zeman, isto é, tempo determinado).
É o mesmo termo usado em Neemias 2.6. Seja a natureza ou qualquer outra coisa, todas as coisas
estão dispostas diante de Deus e sob seu Senhorio.
A arte da vida não está em saber disso, porque isso é simples.
A grande questão da nossa vida está em sabermos lidar com o tempo, pois requer de nós sabedoria e
discernimento. Há muitas pessoas que vivem sem regras e sem leis, pois não acreditam na soberania
absoluta do Criador e o Seu relacionamento conosco.
Olhar como os mais vividos fizeram, orar a Deus a fim de encontrar serenidade na alma e buscar orientação em Suas palavras podem nos ajudar a trilhar o nosso caminho na vida, no tocante à administração do tempo.
Receita pronta ninguém tem para saber administrar o tempo com perfeição, pois o mesmo é um fenômeno que passa necessariamente por três exercícios interessantes:
paciência, esperança e fé. O tema do tempo é filosófico, subjetivo, no entanto, ninguém pode correr
dele. Nossos caminhos serão felizes quando desenvolvermos a habilidade de discernir o tempo para
todas as coisas.

2 – O tempo para todo propósito debaixo do céu.

Tempo e propósito não estão numa batalha. Pensar sobre o tempo é pensar também sobre a razão,
o propósito de todas as coisas. A palavra propósito é a tradução da palavra hebraica cheephetz, que
significa desejo, inclinação, desígnios, intenções humanas. À medida que correspondemos ao Criador, descobrindo o propósito para a vida, vamos vivendo bem.
Em Eclesiastes 3.11 vemos que “tudo fez Deus no seu devido tempo”, e acrescenta no versículo 14:
“tudo quanto Deus faz durará eternamente”.
Podemos, então, dizer que Deus fez “tudo” certo e da “melhor” maneira. Nada ficou para ser
feito, melhorado ou acabado.
Precisamos pensar em três princípios para a boa administração do tempo:
1) Alvo: fazer a coisa certa;
2) Prioridades: fazer na hora certa;
3) Planejamento: fazer da maneira correta.
A maneira como tocamos a nossa vida é influenciada pelos nossos alvos. Os alvos que projetamos são influenciados pelas nossas prioridades.
E, para atingirmos isso, devemos ter planejamento. Quando esses princípios estão em dia, podemos vislumbrar caminhos seguros e equilibrados. A orientação divina deve ser o nosso alvo. Nossas prioridades serão influenciadas com isso. O nosso planejamento não irá faltar, pois nossa fé não é burra.
O tempo que temos usado com propósito nos ensina a sermos prudentes (Ef 5.15), a saber aproveitar as oportunidades (Ef 5.16) e a administrar bem o próprio tempo (Sl 90.12).

3 – O tempo de todas as coisas.

1. Tempo de nascer e de morrer –
É comum ouvirmos nas mais diversas doutrinas religiosas que o dia do nascimento e da morte de uma
pessoa já está determinados. Salomão, que depositava no Criador a sua forma de enxergar todas as
coisas, entende que a vida humana está guardada em Deus. Ainda sobre nascer e morrer, temos a realidade do plantio: “tempo de plantar e tempo de arrancar o que plantou”.
Na agricultura, obedecer as estações estabelecidas pelo Criador é de vital importância para um bom
plantio. Todas as coisas acontecem e Deus previamente conhece. A vontade do Eterno sempre acontece! Nascer e morrer, bem como, plantar e arrancar são experiências determinadas por Ele.
2. Tempo de matar e tempo de curar – Todos nós sabemos que as nossas guerras político-religiosas
e de outras naturezas preservam esse tempo de matar por toda a parte, mas a realidade do tempo
de curar não pode ser ignorada. Os judeus acreditavam muito na cura divina, sem o uso de medicamentos, a cura pela cura, tendo Deus como a causa. Temos também aqui o tempo de derribar e o tempo de edificar. Podemos fazer um paralelo: há várias construções e edificações (curar), mas também o tempo de destruir e derribar (matar).
Construir e destruir são marcas da humanidade decaída pelo pecado!
3. Tempo de chorar e tempo de rir – Chorar pelas calamidades, tristezas, enfermidades e decepções
fazem parte da vida, uma vez que são consequências inevitáveis do pecado. Todavia, rir faz parte
dos planos divinos para a nossa vida. Quantas e quantas vezes sorrimos e até choramos de alegria?
Aqui também temos o tempo de prantear e tempo de saltar de alegria.
Nossa vida é ciclo após ciclo repleta dessas experiências!
4. Tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras – Em toda construção é preciso espalhar
pedras de um terreno pedregoso e apenas usar as realmente adequadas ao empreendimento. Não dá
para construir uma vida com qualquer pedra, precisamos selecionar as mais firmes, para não tombarmos diante dos ventos e tempestades.
O sábio também percebeu na vida o tempo de abraçar e o tempo de se afastar do abraço, isto é,
de construir relacionamentos e de romper com os mesmos.

5. Tempo de buscar e tempo de perder – Aqui o sentido é puramente material, ou seja, ganhar
ou perder vantagens, aproveitar ou não as oportunidades, perder ou ganhar riquezas. Aqui temos
também o tempo de guardar e o tempo de lançar fora. Esses são os períodos que vivemos em nossa
vida: ora aproveitar o que conquistamos, ora perder aquilo que suamos para conseguir. Eis as
contradições do tempo!
6. Tempo de rasgar e tempo de remendar – Os termos aqui são familiares à prática da costura, no
entanto, se aplica a tudo o que na vida podemos começar, por algumas razões parar, mas novamente
recomeçar. Nossa vida é repleta deste ciclo. Mas também temos o tempo de falar e o tempo de ficar
calado. Precisamos desenvolver o equilíbrio entre o momento em que se deve falar, sem nos esquecer do momento que é melhor o silêncio.
7. Tempo de amar e tempo de odiar – É impossível não vivermos o tempo de amar, sobretudo, amar
os nossos familiares, os que nos fazem muito bem e estão conosco para o que der e vier. Infelizmente,
também vivemos a experiência do aborrecimento, da briga, do ódio, de vivermos dias de lutas. Esse
ódio é a causa do tempo de guerra, enquanto o amor é a causa do tempo de paz. A vida é feita de ciclos de amor, mas também de aborrecimentos.
Que nunca nos falte o amor e a paz!

Para pensar e agir:

1 – Como está o seu tempo? O tempo é uma medida que não muda. É igual a todos. O que muda
não é o tempo, mas o uso que fazemos dele, a forma como o compreendemos, a ideia que temos dele.
Nós somos os únicos responsáveis pelo nosso tempo.
2 – Como você tem tratado o seu tempo? Tempo é dádiva. É milagre. É oportunidade. É trabalho. Para vivermos bem, não podem faltar: planejamento, alvo e prioridade, buscando sempre em todas essas coisas a orientação do alto. Olhando a vida dos nossos pais na fé, homens fracos e falhos, mas dependentes e experientes, homens e mulheres de batalha e de fé!
3 – Seu tempo hoje é sinônimo de felicidade, apesar das lutas? O tempo que temos precisa ser tratado
com sabedoria, investindo o máximo possível em construções eternas, onde podemos reclinar a
nossa cabeça no travesseiro da felicidade!

A INUTILIDADE DE CORRER ATRÁS DO VENTO

Eclesiastes 1.1–2.26

        A palavra Eclesiastes vem do termo hebraico ת לֶ הֶֹ֣ק , ou seja, “reunir” ou “juntar”, e a sua forma
sugere algum tipo de cargo público. Era, possivelmente, um status eclesiástico de alguém que
convocava uma assembleia ou falava perante ela. A raiz da palavra Eclesiastes é a mesma usada
para o termo “igreja” ou “congregação”
Eclésia. O título do livro que estamos refletindo pode ter diversas traduções: “o Pregador, o Orador, o Presidente, o Porta-voz, o Filósofo, o Professor”.
O autor do livro é o rei Salomão, defendido pela tradição. Era conhecido pela sua sabedoria – “Palavra do Pregador, Filho de Davi, rei de Jerusalém” (Ec 1.1). A temática do livro pode ser resumida assim: “Vaidade de vaidades” diz o Pregador; “vaidades de vaidades! Tudo é vaidade” (Ec 1.2).
Ao lermos o Eclesiastes, temos a impressão de que Salomão, em um dia que não tinha muita coisa
a fazer, sentou em seu trono real e começou a meditar na vida, em tudo o que já havia feito, chegando
à conclusão de que sua vida era inútil, pois gastou muito tempo com coisas inúteis.
De fato, é um tema interessante. Em minha opinião, perece que o autor está sem otimismo, cau17
sando em nós também certo desânimo diante da vida. Reflitamos um pouco mais adiante.

1. A vaidade do ter (Ec 2.1-11)

Salomão foi um homem extremamente rico. Um pouco da sua fortuna está explícita em 1Reis
10.14-29. O capítulo 2 do Livro de Eclesiastes descreve que o mesmo investiu muito em coisas e em
pessoas: casas, jardins, bosques, gado, terras, cantores, escravos, etc. Está registrado: “Tudo quanto
desejaram os meus olhos não lhes neguei” (Ec 2.10).
Conta-se a história de certo rei que era muito infeliz. Ele consultou os sábios do seu palácio querendo
que o ajudassem a encontrar a felicidade. Os sábios lhe disseram que a única maneira de ser feliz
seria usando a camisa de um homem feliz. Então o rei mandou mensageiros por todo o reino, a
fim de encontrar um homem feliz e comprar sua camisa a qualquer preço. Eles viajaram por diversas
cidades, mas não encontraram ninguém que fosse verdadeiramente feliz. Por fim, quando já estavam
desistindo da missão, ouviram um homem cantarolando e nadando alegremente num riacho ali perto.
Eles pararam e perguntaram: “O senhor é feliz?”. Ele respondeu: “Claro que sou! Acho que sou até
o homem mais feliz do mundo! Não tenho quase nada, mas tenho a liberdade de vir para cá sempre
que quero. Aqui posso tocar meu violão, posso cantar à vontade, posso pescar, posso nadar, posso
ver o pôr do sol e os pássaros me fazem companhia”. Então, os mensageiros do rei desceram do cavalo, pegaram uma grande quantia de dinheiro e disseram ao homem: “O rei precisa da sua camisa e ele quer comprá-la”. Aquele sujeito começou a sorrir e disse: “Diga ao rei que o homem mais feliz do mundo não tem camisa”.
Sobre a temática do conto acima, o Cristo nos ajuda dizendo: “porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc 12.15). Salomão chegou também a esta conclusão.
Vejamos: “Mas, quando pensei em todas as coisas que havia feito e no trabalho que tinha tido para conseguir fazê-las, compreendi que tudo aquilo era ilusão, não tinha nenhum proveito. Era como se eu estivesse correndo atrás do vento” (Ec 2.11 - NTLH).

2. A vaidade da sabedoria (Ec 2.12-17)

Você saberia me informar quantas horas tem um ano? Sabe quantos segundos tem um dia?
Sabe quantos dias dura a primavera? Sabe qual é o diâmetro da terra? Que perguntas esquisitas
a essa hora – você pode pensar – mas se soubesse respondê-las, na ponta da língua, eu diria que
você é um gênio. Essas informações para Salomão era fácil, pois ele era muito sábio.
A Bíblia relata que “de todos os povos vinha gente a ouvir a sabedoria de Salomão” (1Rs 4.34). Relata também que um dia recebeu uma visita ilustre, a rainha de Sabá. Vejamos o texto: “A rainha de Sabá ouviu falar da fama de Salomão e foi até Jerusalém a fim de pô-lo à prova, com perguntas difíceis...
quando se encontrou com Salomão, ela lhe fez todas as perguntas mais difíceis que podia. Ele respondeu a todas; não houve nenhuma que fosse difícil demais para ele responder” (2Cr 9.1-2 – NTLH).
A rainha ficou impressionada, simplesmente encantada com tudo o que ouviu e viu, e declarou: “Eis
que não me contaram nem a metade da grandeza da tua sabedoria” (2Cr 9.6). Salomão era “o cara” da
sua época! O que devemos perceber de interessante em tudo isso é que apesar de toda sabedoria, ele descobriu que é tolice se esforçar demais para adquirir conhecimento (Ec 2.15-17), pois o final da vida do sábio é o mesmo da vida de quem não sabe nada – ambos caem no esquecimento.
O sábio teria dito assim: “De que me adiantou gastar anos e anos para descobrir o diâmetro
da Terra, se tanto eu como aqueles que nem sabem que a Terra tem diâmetro, vamos todos acabar no
mesmo buraco, debaixo da terra?”. Mas o que fazer diante disso tudo? Deixar de estudar e buscar a
sabedoria? Claro que não devemos agir assim. Salomão desabafa. Assim como todos nós, quando
vivemos aqueles dias de crises e muitas reflexões.
Devemos buscar, sim, a sabedoria e o conhecimento, pois vale a pena adquirir. No entanto, a sabedoria que precisamos buscar é a de Deus. A sabedoria do alto é eterna e experiencial. É construída na vida. Não vem pronta ou enlatada. É processual! É gradual! É existencial!
Sobre a sabedoria, a carta de Tiago registra: “A sabedoria que vem do céu é antes de tudo pura;
e é também pacífica, bondosa e amigável. Ela é cheia de misericórdia, produz uma colheita de boas
ações, não trata os outros pela sua aparência e é livre de fingimento” (Tg 3.17 – NTLH).

3. A vaidade do trabalho (Ec 2.18-26)

Chegando à parte final da sua vida, Salomão realmente entendeu o quanto “correu atrás do vento”.
Ele “ralou” a vida toda para adquirir conhecimento, riqueza e fama, mas percebeu que, enquanto juntava seus “tesouros”, não tinha tempo para desfrutá-los e, no fim de tudo, outras pessoas iriam esbanjar o que ele “a duras penas” conquistou. Por isso, exclamou: “Tudo o que eu tinha e que havia conseguido com o meu trabalho não valia nada para mim. Sabia que teria de deixar tudo para o rei que ficasse no meu lugar. E ele poderia ser um sábio ou um tolo – quem é que sabe? No entanto, ele seria o dono de todas as coisas que eu consegui com o meu trabalho e ficaria com tudo o que a minha sabedoria me deu neste mundo. Tudo é ilusão” (Ec 2.18-19 – NTLH).
Trabalho não é castigo! O trabalho é uma dádiva de Deus concedida ao homem antes mesmo da
rebelião do pecado (Gn 1.28-30 e 2.19-20). No entanto, o trabalho deve ser um meio para a vida
e nunca um meio para a morte.
É trabalhar para viver e não viver para trabalhar. O trabalho é o meio pela qual contribuímos para por o mundo em ordem. Precisamos do trabalho, mas o nosso semelhante precisa mais de mim do que qualquer outra coisa. Com o meu trabalho, abençoo o meu vizinho e torno o nosso mundo mais habitável!

Para pensar e agir:

1 – De que precisamos para sermos felizes? De onde vem a felicidade? É possível ser feliz? Podemos
concluir que o homem não tem capacidade de encontrar a satisfação por seus próprios méritos, por mais que se esforce, pois “tudo é vaidade; tudo é correr atrás do vento”.
2 – Será que o seu sonho de riqueza não tem tornado sua vida um pesadelo? Será que hoje, você
não se resume apenas ao trabalho? A maneira para um viver equilibrado
está justamente quando as conquistas da criatura não dispensam o Criador; quando os alcances
de nossos conhecimentos não nos trazem arrogância de uma vida isolada, sem darmos o devido valor ao semelhante.
3 – Será que você não está correndo atrás do vento? A vida feliz passa por essas reflexões, mas
precisamos parar de correr atrás do vento e encontrarmos os caminhos que nos ajudarão a responder
o propósito de nossa existência!
4 – A sua sabedoria se resume apenas a conhecimentos e descobertas humanas ou materiais?
Como é a sabedoria de Deus para você? Você acha que é possível a felicidade pela sabedoria divina? A sabedoria divina é a educação necessária no uso de nossas habilidades e conhecimentos e descobertas humanas ou materiais?
Como é a sabedoria de Deus para você? Você acha que é possível a felicidade pela sabedoria divina? A sabedoria divina é a educação necessária no uso de nossas habilidades e conhecimentos conquistados!

 

COM A PALAVRA, O SÁBIO!

Texto Bíblico: Eclesiastes 1.1


           O nome Eclesiastes vem da tradução para o grego do nome hebraico que consta no primeiro
verso do livro: ת לֶ הֶֹ֣ק (qōheleṯ). O nome qōheleṯ vem da raiz da palavra qahal que significa “aquele que convoca uma assembleia” provavelmente com o intuito de pregar para ela. Daí, algumas traduções deste livro para “O Pregador”.
         A tradição bíblica cristã, na sua grande maioria, identifica como sendo de Salomão, a autoria dos três livros: Cântico dos Cânticos, Provérbios e Eclesiastes. Alguns já acham que apenas foi o grande inspirador dos mesmos, no entanto, outra pessoa escreveu. Sendo uma coisa ou outra, Salomão está em destaque, com sua vida e sua sabedoria.
       As lições pretendem elucidar em forma de reflexões os capítulos do Eclesiastes, não pretendendo
entrar em questões técnicas, como linguística, etc. A proposta é tratar o Eclesiastes como o diário de um sábio, analisando a nossa vida hoje pelos indicativos do pregador.  Salomão tem, ao longo do seu
diário, uma certa oscilação de humor. Alguns capítulos, por exemplo, quase nos levam a crer que
existe uma contradição instaurada. Não sei por que, mas me identifico por demais com esse diário.
       Vejo que a distância de épocas não consegue suprimir características centrais da humanidade: dias que preferimos não ter acordado, momentos que nunca desejaríamos ter vivido.

1 – O ambiente histórico

       A linguagem e o aparecimento de algumas palavras persas situam o livro firmemente no período
pós-exílico. Alguns comentaristas recentes optam pelo início do período helênico, entre 300 e 200 a.C., quando os Ptomoleus do Egito incluíram a Palestina como parte de seu império. Esses reis ptolemaicos exploravam o país com impiedosa eficiência. Deram continuidade ao sistema econômico persa anterior de se apossar da riqueza dos povos aos quais governavam, especialmente por meio de seu sistema fiscal, iniciado pelos persas e mantido sob o governo desses reis egípcios. O sistema requeria dos pequenos fazendeiros o pagamento de impostos, não com produtos agropecuários
porcentagens da colheita ou dos rebanhos ovinos e bovinos.
Em vez disso, esses reis helênicos exigiam o pagamento anual de uma soma fixa em moeda corrente,
qualquer que fosse o produto da lavoura ou da criação.
A introdução dessa economia monetária na Palestina teve um efeito devastador sobre a vida e a condição da população judaica. Em períodos de seca, de pestes, ou de redução das chuvas, muitos pequenos proprietários tinham de hipotecar ou vender sua propriedade. Às vezes, tinham até de vender a si mesmos e a família como escravos, para obter o dinheiro necessário ao pagamento dos impostos exigidos. Aumentou a distância entre os pequenos proprietários e fazendeiros e a rica classe aristocrata. Esta minoria abastada se compunha de funcionários estrangeiros que haviam se instalado tanto no país, como fora dele. Também incluía os agentes e os colaboradores desses estrangeiros, judeus de classe alta.
Muitos pequenos fazendeiros e suas famílias se viram privados de suas propriedades, enquanto que
a elite opulenta acumulava áreas cada vez maiores para si e/ou para os agentes das potências dirigentes estrangeiras, primeiro da Pérsia e depois do grupo de reis e nobres ptolemaicos. Os fazendeiros e pastores, despossuídos, agora trabalhavam a terra como meeiros ou diaristas.
Os antigos valores e relacionamentos baseados nos laços familiares e de parentesco tinham promovido a ajuda e o apoio mútuos. Mas com a nova economia monetária em expansão, essas redes de consanguinidade e de apoio começaram a se desfazer. Membros da mesma família ou do mesmo grupo viram-se separados em estratos econômicos diferentes e opostos.
Os valores e padrões mais antigos, fundados na lealdade e na compaixão humana, haviam dado lugar a valores mais materialistas de riqueza e influência, com a chegada das forças dirigentes estrangeiras
e de seus representantes.
Logo, muitas pessoas já não podiam compreender o mundo e a maneira como ele estava agora organizado, uma vez que estava estranho ao que estavam educados.
É nesse contexto de incerteza que podemos situar Coélet. Diante dessa confusão política e econômica
sob o tacão de um regente opressor, Coélet e muitos de seus companheiros judeus devem ter tido uma sensação de impotência e incapacidade de melhorar as coisas. É nessas circunstâncias, e com essas limitações, que ele se empenha em sua busca da maneira mais “sábia” de levar a vida.
Coélet responde as crises econômica, política e religiosa de seu povo de duas formas. De um lado,
volta-se como pastor compassivo para seu povo, moldando para ele uma espiritualidade marcada pelo
mais rigoroso ascetismo. Do outro, ataca os fundamentos intelectuais, a chamada “sabedoria” da economia monetária helênica, que estava causando tamanha destruição na vida de seus companheiros judeus.

2 – A estrutura do Coélet

Os estudos de Addison Wright demonstram a unidade do livro e a progressão do pensamento. O
livro tem uma estrutura simples e descomplicada, na qual estão em ação dois padrões complementares.
As palavras-chave e refrões dividem o livro em seções.
Na primeira metade do livro, Coélet descreve sua investigação da vida. Essa primeira metade se divide em oito seções, sendo cada uma delas encerrada com a fugaz “vaidade das vaidades“ e/ou “uma corrida atrás do vento”. Coélet apresenta algumas conclusões das investigações que fez.
A segunda metade também se divide em oito seções. As quatro primeiras seções terminam com o verbo “descobrir” (ou equivalente) e as quatro últimas são concluídas com o verbo “saber” (ou equivalente).
Essa estrutura, baseada nos refrões e na repetição de palavra-chave, é confirmada e complementada
pela identificação que Wright fez de padrões numerológicos que controlam a extensão do livro. Tal como no Livro dos Provérbios, o valor numérico das letras das palavras-chave parece determinante no que se refere à extensão do livro e de vários de seus segmentos.
O padrão mais óbvio se constrói a partir da palavra hebel, “vaidade”, que ocorre trinta e sete vezes. O
valor numérico das consoantes em hebel também é trinta e sete. O número de versículos de cada metade do livro é cento e onze, ou três vezes trinta e sete. Observe que os “refrões” de 1.2 e de 12.8 contém, cada um, três hebels. Wright identificou outros padrões matemáticos além desses. Porém,
basta dizer que esses padrões coincidem com as indicações estruturais proporcionadas pelos
refrões repetidos. Em outras palavras, é óbvio que o autor elaborou a obra com extremo cuidado e deu uma forma consciente e proposital ao livro, tanto em termos de extensão como de organização.

Para pensar e agir:

1 – O diário de um sábio não quer ser um guia moral para a sua vida.
Aqui não é autoajuda, psicologia barata, ou qualquer outra tentativa de moldar sua vida. Apenas acompanharemos o diário de alguém considerado o mais sábio de sua época. Retire os óculos de sua forma de ver as coisas. Tente ver além do que está escrito, enxergue além do jeito como sempre enxergou todas as coisas.
2 – O diário de um sábio pretende demonstrar a estranheza de ontem e de hoje da nossa vida. Pretende comparar como somos falíveis e, em muitos aspectos, iguais. Como
somos fracos, e também sem ação.
Como cansamos do faz de conta da religiosidade. E como desistimos até mesmo do que acabamos
de falar.
3 – O diário do sábio quer que você se sinta à vontade, se sinta bem à mesa, se sinta em casa, a
ponto de refazer e fazer, de ver e não ver, de aprender e desaprender, de vislumbrar ou não de quem
sabe desenvolver a sabedoria, de quem sabe apreender o que ainda não havia, de quem sabe construir
novas possibilidades, de quem sabe ser abençoado à luz dos desabafos e discursos do grande pregador e sábio que iniciou o seu diário com as polêmicas palavras: “Vaidade de vaidades, tudo é vaidade!...”.
As lições que você tem em mãos, deseja sintetizar percepções de um jovem pastor, escritor, esposo,
filho, neto, amigo, irmão, cunhado, falho, pobre, simples, pecador, desacreditado com algumas coisas, andarilho, discípulo, amante da filosofia, servo do bem. Seja bem-vindo ao diário do sábio vaidoso; do rei invejável, mas do amigo da sabedoria!

Daniel Mastral - Reino Unido; Povo Dividido - O Circulo da Morte. Parte 1

Daniel Mastral - Reino Unido; Povo Dividido - O Circulo da Morte. Parte 2