terça-feira, 30 de outubro de 2012


Mais magros sem glúten

Dieta que restringe o consumo de alimentos que contêm a proteína conquista cada vez mais adeptos com a promessa de emagrecimento rápido e saudável

Monique Oliveira
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BELEZA 
Juliana Paes limitou a ingestão do composto e sentiu melhora no metabolismo
A lista de seguidores famosos é longa. No Brasil, celebridades do porte de Juliana Paes, Luciana Gimenez, Camila Morgado e Alice Braga. Lá fora, gente do calibre das atrizes Halle Berry, Rachel Weisz e Miley Cyrus. Todas aderiram à dieta do glúten, a mais nova febre entre quem pretende emagrecer e manter a silhueta desejada. Só nos Estados Unidos, cerca de 1,6 milhão de pessoas estão seguindo o regime, de acordo com levantamento recente realizado pela Clínica Mayo, prestigiada instituição de pesquisa daquele país. Os relatos de sucesso de quem se submeteu a esse método alimentar são impressionantes: dão conta da perda de cinco quilos já na primeira semana e até 15, 20 e 30 quilos meses depois. A apresentadora Luciana Gimenez, por exemplo, comemora cerca de 32 quilos a menos depois de aderir à restrição do glúten e aliar a estratégia a uma rotina intensa de exercícios. “Deu para perceber a diferença de resultado em relação a outros regimes”, conta. Juliana Paes reduziu a ingestão da substância depois do nascimento do filho, Pedro. A tática a ajudou a voltar à bela forma – e a mantê-la. “Comecei na época em que o estava amamentando”, conta. “Senti que melhorou muito o meu metabolismo, deixando-o mais acelerado, e também observei que diminuiu a sensação de inchaço e desconforto abdominal”, disse.
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Na contabilidade dos especialistas que estão indicando o regime, o saldo também é positivo. “A pessoa percebe uma mudança imediata, para melhor, em todo o seu estado geral, além do declínio do peso corporal”, afirma o endocrinologista Tércio Rocha, do Rio de Janeiro, integrante da Academia Brasileira Antienvelhecimento. “Após duas semanas já é possível notar nitidamente uma redução de inchaço”, diz a médica nutróloga Vânia Assaly, de São Paulo. “E o emagrecimento torna-se bem visível 45 dias depois do início da dieta”, completa.
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O glúten é uma proteína sem valor nutricional e sem calorias. Está presente no trigo, na cevada, no centeio e no malte. É ele que proporciona o aspecto viscoso e confere elasticidade a bolos, pães e massas. Na indústria de alimentos, é adicionado a embutidos e até aos chocolates, justamente por conta dessa propriedade. A dieta consiste em diminuir sua ingestão, como fez a atriz Juliana Paes, ou bani-lo do cardápio. Portanto, seus seguidores ficam sem comer a maioria dos carboidratos presentes à mesa, devem se manter longe da cerveja e do uísque e, na dúvida, precisam ficar de olho nos ingredientes contidos nos alimentos vendidos nos supermercados. “No Brasil é obrigatória a indicação, no rótulo, da ausência ou da presença da substância”, diz o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.
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O principal desafio dos adeptos do regime é encontrar substitutos à altura do trigo e dos produtos com ele produzidos. Aos poucos, porém, crescem as opções para quem deseja tirar o glúten da dieta. A Mundo Verde, empresa consolidada no setor de alimentação saudável, com 170 lojas no País, por exemplo, tem um catálogo de três mil itens livres da proteína. A Rede de Farmácias de Manipulação Officilab, do Rio de Janeiro, criou 12 produtos isentos de glúten. Vários restaurantes também estão incluindo no menu pratos sem o composto. É o caso do Biocarioca e da Delicatessen Zona Zen, no Rio, e do Outback, do América e do badalado Quattrino, em São Paulo, que possui opções no cardápio (leia receita à pág. 86). “Conheci os efeitos da retirada do glúten porque estudo muito sobre nutrição”, explica Mary Nigri, dona do Quattrino. “Fiz um teste comigo, vi resultados e resolvi criar as receitas”, lembra. Nos EUA, o mercado para atender à crescente demanda, o chamado “gluten-free market”, já gira na casa dos US$ 2 bilhões anuais. Entre as alternativas para substituir a farinha de trigo estão as farinhas de arroz e de amêndoas. “Outra substituição pode ser feita usando mandioca e batata”, explica Aline Möller, dona da consultoria Fit Gourmet, em São Paulo. A empresa presta consultoria àqueles que querem adotar uma alimentação livre de glúten “Ensinamos o cliente como seguir o regime”, diz
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RESULTADO 
A apresentadora Luciana Gimenez perdeu 32 quilos após iniciar
o regime e encarar um plano intensivo de exercícios físicos
Há algumas explicações para o êxito desse plano alimentar. A primeira é a mais óbvia: as pessoas emagrecem porque, ao riscar do cardápio os alimentos que contêm glúten, deixam de comer pães, bolos e massas brancas. Desse modo, não ingerem mais uma enorme quantidade de calorias. “Grande parte desses alimentos é bastante calórica”, explica Vânia Assaly. A segunda razão – e as outras também – é mais complexa. A proteína está associada a reações de intolerância. A mais intensa desenha um quadro conhecido como doença celíaca. Trata-se de uma resposta genética grave ao composto que pode deflagrar diarreia crônica, desnutrição, fadiga e, em crianças, também pode levar a distúrbios do crescimento. “É uma reação do sistema imunológico. Um anticorpo é criado contra o glúten”, explicou à ISTOÉ o gastroenterologista Joe West, da Universidade de Nottingham, no Reino Unido (leia mais no quadro à pág. 86). Estima-se que um a cada 214 brasileiros seja portador da enfermidade. A atriz Isis Valverde, 25 anos, descobriu que tinha a doença aos 19 anos. “Sentia dores abdominais, tontura, boca seca e perdi cabelo”, diz. Desde que tirou o glúten do cardápio, não manifesta mais os sintomas.
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Intolerâncias mais brandas também acontecem, e em número expressivo. “São mais frequentes do que a doença celíaca”, afirma o médico Luiz Carneiro, chefe do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “Hoje sabemos que a sensibilidade ao glúten é dez vezes mais comum que a doença celíaca”, disse à ISTOÉ o nutricionista Tom O’Brien, da Universidade de Chicago (EUA). Nesses casos, o que ocorre é que, em vez de reações imediatas e mais fortes, como nos celíacos, há a deflagração de um fenômeno conhecido como reação alérgica tardia. “O indivíduo acumula anticorpos mais amenos ao glúten”, explica o microbiologista Bruno Zylbergeld, estudioso do tema. “Com o passar do tempo, isso pode desencadear os sintomas da intolerância”, diz. O fato é que essas respostas – mais ou menos severas, não importa – provocam no corpo inchaço, dificuldades digestivas e processos inflamatórios que contribuem para o acúmulo de peso. “A retirada do glúten evita essas reações”, explica a nutricionista Lucyanna Kalluf, de São Paulo.
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Intolerância desde o nascimento
O médico cirurgião Gustavo Mattos, 31 anos, de São Caetano do Sul, é celíaco. 
Embora esteja bem adaptado e nunca fuja da dieta, ainda sofre para encontrar 
pratos livres do composto em restaurantes. “Os funcionários não sabem
informa os clientes sobre esse tema. Falta informação.”
De acordo com o endocrinologista Tércio Rocha, entretanto, não ingerir glúten traz benefícios para a silhueta de todos, intolerantes à proteína ou não. “As pessoas apresentam redução do inchaço abdominal, observam melhora no funcionamento do intestino e também têm diminuição da compulsão alimentar”, assegura. Este último benefício seria resultado da baixa ingestão de carboidratos vindos de alimentos produzidos com farinha de trigo não integral – pães e massas brancas, por exemplo. Por mecanismos complexos, essa categoria de alimentos agrava o impulso de comer além da conta. Há também indicações de que a ausência da proteína na dieta promoveria mudanças no perfil metabólico que favoreceriam a queima calórica e elevariam a sensação de saciedade. Sobre esse ponto, porém, não há consenso médico. “A literatura científica não descreve essas interações”, ressalva o endocrinologista Freddy Goldberg, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
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CUIDADO
A atriz Isis Valverde é portadora de doença celíaca. Por isso, não ingere mais a substância
Embora um dos maiores apelos da dieta seja a perda de peso, a restrição do nutriente é vista como uma maneira de melhorar a saúde de um modo mais amplo. Há muitos registros na ciência dando conta da associação da proteína com várias doenças. Um estudo da Universidade Karolinska, em Estocolmo, Suécia, por exemplo, relaciona o ingrediente à piora da artrite reumatoide, doença que deflagra um processo inflamatório crônico sobre as articulações. “Há evidências de que a saúde pode se beneficiar de mudanças alimentares e a dieta livre de glúten é uma delas”, disse o reumatologista Johan Frostegärd, da universidade sueca. Ele comprovou os benefícios do regime em pacientes que sofrem de artrite reumatoide.
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Cardápio familiar
O casal Rosa Araújo, 34 anos, e Marco Alberto Silva, 43, mudou as refeições da 
família por conta do sobrepeso de Silva, que chegou a 126 quilos. Agora, não 
há 
mais alimentos com glúten. Com o regime e uma rotina pesada de exercícios de duas a três
horas por dia, o empresário perdeu 38 quilos. Rosa acabou adotando a estratégia. Eles também
fornecem a mesma alimentação à filha Olívia, 3 anos. “É mais saudável”, explica Rosa
A ingestão do glúten está ainda vinculada à ocorrência de depressão, dores de cabeça e déficit de atenção. As pesquisas dão como hipótese mais provável para a relação entre a proteína e as doenças o processo inflamatório desencadeado pelo composto. Na opinião da nutricionista Lucyanna Kalluf, são os resultados em vários aspectos da saúde que acabam fazendo com que as pessoas mantenham a dieta. “Elas melhoram tanto que não querem mais voltar a ingerir a proteína.”
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O abandono do nutriente, porém, não seduz todos os especialistas. Há médicos que acreditam que a restrição total de glúten é radical demais e desnecessária. “Pessoas que não têm alergia ao composto dispõem de outras maneiras de perder peso”, opina o nutrólogo Durval Ribas Filho. O nutricionista Tom O’Brien é outro que chama a atenção para os problemas que a exclusão da proteína pode oferecer. “Os indivíduos podem ter dificuldade de encontrar alimentos substitutos e correm o risco de ter uma alimentação desequilibrada”, diz. No entanto, o aquecimento do mercado mostra que esse cenário está mudando. “Hoje é bem mais fácil substituir os alimentos com glúten por versões sem o nutriente, pois as lojas de produtos naturais já têm bastante variedade”, diz Juliana Paes, que optou pela moderação, reduzindo a presença da proteína à mesa, mas sem se privar dela por completo.
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Colaboraram: Mônica Tarantino e Simone Blanes
Foto: Felipe Lessa
Fotos: André Schliró; João Castellano/ag. istoé
Fotos: Kelsen Fernandes; João Castellano/ag. istoé; Steven Lawton/Getty Images; Marcus Mam/Madame Figaro/laif; Michael Tran/FilmMagic; Jen Lowery/Splash News

domingo, 21 de outubro de 2012

ANTIGAS RELIGIÕES

RELIGIÕES ANTIGAS
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Quase todos os povos da Antiguidade desenvolvem religiões politeístas.Os seus deuses podem ter diferentes nomes, funções ou grau de importância ao longo dos tempos. Em geral, as mudanças nos panteões de deuses reflectem movimentos internos dos povos antigos, processos migratórios, conquistas e miscigenações.


Religiões do Egipto
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Até a unificação dos povos do vale do rio Nilo e o surgimento das dinastias dos faraós (3.000 a.C.), existem no Egipto vários grupos autónomos, com os seus próprios deuses e cultos. Durante o período dinástico (até 332 a.C.) os egípcios são politeístas. Os faraós são considerados personificações de deuses e os sacerdotes constituem uma casta culta e de grande poder político. O monoteísmo acontece apenas durante o reinado do faraó Amenofis IV, que muda o seu nome para Akenaton, em homenagem ao deus-sol. As pirâmides e os templos são alguns dos registos da religiosidade do povo egípcio, da multiplicidade de seus deuses e do esplendor de seus cultos.



Divindades egípcias - A principal divindade é o deus-sol (Rá). Ele tem vários nomes e é representado por diferentes símbolos: Atom, o disco solar; Horus, o Sol nascente. Os antigos deuses locais permanecem, mas em segundo plano, e as diferentes cidades mantêm as suas divindades protectoras. Várias divindades egípcias são simbolizadas por animais: Anúbis, deus dos mortos, é o chacal; Hator, deusa do amor e da alegria, é a vaca; Khnum, deus das fontes do Nilo, é o carneiro e Sekmet, deusa da violência e das epidemias, é a leoa. Nas últimas dinastias difunde-se o culto a Ísis, deusa da fecundidade da natureza, e Osíris, deus da agricultura, que ensina as leis aos homens.


Religiões da Mesopotâmia
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A Mesopotâmia é a região delimitada pelos vales férteis dos rios Tigre e Eufrates (actual sul da Turquia, Síria e Iraque). Ali surgem povos e civilizações tão antigas como a do Egipto: os sumérios e os semitas, estes divididos em acádios, assírios e babilónios. Os sumérios são os primeiros a inventar a escrita - os caracteres cuneiformes. Descobertas arqueológicas e a decifração da escrita cuneiforme têm revelado as tradições culturais e religiosas desses povos. Entre os documentos decifrados destacam-se alguns anteriores ao século XV a.C.: o código de Hamurabi, com as leis que regem a vida e propriedade dos súbditos do imperador Hamurabi (1.728 a.C.?-1.686 a.C.?); Enuma elis, poema babilónico da criação, e a Epopéia de Gilgamesh, relato da vida do lendário soberano de Uruk, cidade suméria nas margens do rio Eufrates.

Deuses sumérios - Os primitivos deuses sumérios são Anou ou An, deus-céu; Enki ou Ea, que ora aparece como deus-terra, ora como deus-água; Enlil, deus do vento e, mais tarde, deus da terra; Nin-ur-sag, também chamada de Nin-mah ou Aruru, a senhora da montanha. A hierarquia entre esses deuses muda com o tempo. No início da civilização suméria, Anou ocupa a principal posição. Depois, o deus supremo passa a ser Enlil, considerado o regente da natureza, o senhor do destino e do poder dos reis.

Deuses da Babilónia - Os semitas (babilónios e assírios) incorporam os deuses sumérios, trocam os seus nomes e alteram a sua hierarquia. Anou, Enki e Enlil (chamado de Bel) permanecem como deuses principais até o reinado de Hamurabi. Eles veneram Sin, o deus-lua, e Ishtar ou Astarté, deusa do dia e da noite, do amor e da guerra. No reinado de Hamurabi, o deus supremo passa a ser Marduk, o mesmo Enlil dos sumérios e Bel dos primeiros babilónios, porém mais poderoso. Chamado de pai dos deuses ou criador, Marduk sobrevive com o nome de Assur, deus supremo da Assíria, quando esse povo domina a Mesopotâmia.

Cultos e rituais da Mesopotâmia - A relação com os deuses é marcada pela total submissão às suas vontades e pelo sentimento de impureza, expresso nos salmos de penitência para implorar o perdão. Os deuses manifestam as suas vontades através de sonhos e oráculos. Os antigos sumérios procuram obter as graças divinas por meio de sacrifícios regulares e oferendas. Cada deus tem uma festa especial. Os sumérios acreditam na vida após a morte, mas a alma não passa de uma sombra que habita as trevas de Kur, espécie de inferno.


Religião grega
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A Grécia antiga compreende o sul da península balcânica, a costa oeste da Ásia Menor (actual Turquia), as ilhas do mar Jónico e do mar Egeu e as regiões sudoeste e sul da península itálica (Magna Grécia). Durante o reinado de Alexandre, o Grande, incorpora também o norte do Egipto. Os povos helénicos estabelecem-se em ondas sucessivas nessas regiões, assimilam e reelaboram a cultura local. As divindades evoluem com o tempo e assumem diferentes significados. Embora exista um panteão de deuses comum a todos os gregos, cada cidade-estado tem seu próprio deus protector, com seus cultos, rituais e festas específicos.



Deuses gregos - Os deuses gregos representam forças e fenómenos da natureza e também impulsos e paixões humanas. Moram no Monte Olimpo e de lá controlam tudo o que se passa entre os mortais. O panteão grego inclui semideuses, heróis e inúmeras entidades, como os sátiros e ninfas, espíritos dos bosques, das águas ou das flores.

Deuses olímpicos - O principal deus grego é Zeus, o pai e rei dos deuses e dos homens. Cultuado em toda a Grécia, é o guardião da ordem e dos juramentos, senhor dos raios e dos fenómenos atmosféricos. Hera, irmã e esposa de Zeus, preside os casamentos, os partos, protege a família e as mulheres. Atena, ou Palas Atena, nasce da cabeça de Zeus, já completamente armada. É a deusa da inteligência, das artes, da indústria e da guerra organizada. Apolo, filho de Zeus e da deusa Leto, é o deus da luz da juventude, da música, das artes, da adivinhação e da medicina. Dirige o "carro do Sol" e preside os oráculos. Artemis, irmã gêmea de Apolo, é a deusa-virgem, símbolo da vida livre, das florestas e da caça. Afrodite, deusa da beleza, do amor e da volúpia sexual, é casada com Hefestos ou Hefaísto, filho de Zeus e de Hera, feio e disforme, protector dos ferreiros e dos ofícios m anuais. Hares (Ares), filho de Zeus e Hera, é o deus da guerra violenta. Poseidon ou Posídeon, irmão de Zeus, é o deus do mar. Hades, irmão de Zeus, governa a vida após a morte e a região das trevas - espécie de inferno grego. Deméter é a deusa da agricultura. Dionísio, deus da videira e do vinho. Hermes, filho de Zeus e da ninfa Maia, é o mensageiro dos deuses, protector dos pastores, dos negociantes, dos ladrões e inspirador da eloquência.

Cultos e rituais gregos - A religiosidade grega não se expressa através de textos sagrados. Os deuses estão presentes em todos os aspectos da vida quotidiana, e são reverenciados por um conjunto de práticas e rituais realizados em bosques sagrados, templos ou cumes de montanhas. Os sacerdotes consagram a vida ao culto de um deus específico e, nos templos, presidem sacrifícios, transmitem e interpretam oráculos.

Festas e santuários gregos - Os principais santuários do mundo grego são Delos e Delfos, em homenagem a Apolo; Olímpia, a Zeus; Epidauro, a Asclépio; Elêusis, a Deméter. Cada cidade grega tem sua própria festa em homenagem ao deus protector. As mais importantes são a Panatenéia, em honra de Atena; as Olimpíadas, celebradas a cada quatro anos em Olímpia, com a organização de jogos em homenagem a Zeus; e as Dionísias, grande festa popular que inclui representações dramáticas, em homenagem a Dionísio, celebrada em Atenas e também em áreas camponesas.


Religiões de Roma
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 A primitiva religião dos romanos é formada pela fusão das tradições dos povos etruscos e itálicos, antigos habitantes da península itálica. Tem acentuado carácter doméstico, expresso nas divindades protectoras da família (Lares), nas preces e oferendas rituais quotidianas, nos sacrifícios propiciatórios pela paz, para pedir bom tempo ou boas colheitas, e no culto aos mortos. Prestam culto a inúmeras divindades menores (Numes), relacionadas com elementos naturais e com aspectos da vida humana. Com a expansão da República e do Império, os romanos incorporam tradições religiosas de povos conquistados, principalmente dos gregos. A religião e cultos domésticos permanecem ao lado de uma sofisticada religião oficial, que inclui até os imperadores no panteão dos deuses.

Primeiros deuses romanos - Entre os deuses primitivos destacam-se Janus, que durante muito tempo reina sobre os demais deuses; Juno, protectora dos casamentos, das mulheres e dos partos; Júpiter, deus da claridade e dos fenómenos atmosféricos; Deméter, deusa da agricultura e da fertilidade; Marte, considerado o "pai dos romanos", senhor da guerra e das actividades humanas essenciais; e Quirino, antigo deus da agricultura, muitas vezes associado a Marte.

Deuses da República e do Império - Durante a República, o panteão romano passa a ser dominado por uma tríade divina - Júpiter, Juno e Minerva - e começa a incorporação dos deuses gregos: Júpiter é Zeus, Juno é Hera, Minerva é Atena, Apolo transforma-se em Helius e sua irmã, Artemis, em Diana, a caçadora. Hermes, o mensageiro dos deuses gregos, é o Mercúrio romano. Poseidon, deus grego do mar, é assimilado como Neptuno, seu irmão Hades é Plutão, e Cronos, deus primitivo grego, pai de Zeus, Neptuno e Plutão, é associado à Saturno, também um antigo deus romano.

Cultos romanos - Na Roma primitiva os sacerdotes são pouco numerosos e os mais importantes são os dedicados ao culto de Janus. Os cultos são realizados não só em templos, como também nas próprias casas. Orações, sacrifícios e promessas compõem os rituais. Aos poucos, os sacerdotes ampliam seu poder político a ponto de confundirem-se com o Estado. Na República, o colégio dos pontífices já regula completamente a vida religiosa e, na época do Império, o cargo de pontífice máximo é disputado pelo próprio imperador.


Religiões do Irão antigo
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  A mais antiga civilização da região do antigo Irão, ao norte da Mesopotâmia, data do século XX a.C. Apesar de sucessivas ocupações pelos povos medas e persas, uma certa homogeneidade cultural é preservada até a invasão muçulmana, no século VII da era cristã. A religião dos antigos iranianos está registrada nos Avestas, conjunto de textos sagrados escritos a partir do século VI a.C.

Masdeísmo
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Religião naturalista e dualista, centrada no culto a Ahura-Mazda, deus da luz e criador do universo, que se opõem a Angra-Mainyu ou Ahrimanunha, senhor do reino das trevas. Ahura-Mazda comanda as divindades luminosas e benévolas, como Mithra, deus-pastor, protector das chuvas, mais tarde associado ao Sol, e Anahita, deusa das fontes e da fecundidade. Mais tarde, com o zoroastrismo, Ahura-Mazda é elevado a deus único.

Zoroastrismo - Religião centrada na pureza de coração e na prática das virtudes. Boas palavras, bons pensamentos e boas acções abririam o caminho para o paraíso, onde o bem suplantaria definitivamente o mal. Sua doutrina é registrada por seus discípulos nos Avestas, textos sagrados escritos a partir do século VI a.C.

Zoroastro - Ou Zaratustra, profeta e reformador religioso e social do século VI a.C. Aos 40 anos começa a pregar a existência de um deus único e a prática da virtude. Converte o rei meda Histaspes (ou Vishtaspa), pai do imperador Dario, e conquista grande influência. Realiza uma reforma religiosa: as divindades secundárias são excluídas e Mazda, um deus bom e sábio, passa à categoria de deus único.

Zoroastrismo actual - O zoroastrismo sobrevive até hoje em populações do interior do Irão e na religião dos Parsis, grupo que foge da antiga Pérsia para a Índia após a invasão muçulmana. A comunidade parsis, instalada na região de Bombaim, reúne cerca de 100 mil pessoas. Veneram o fogo, praticam longas abluções (lavagens) e purificações à beira-mar e preservam o ritual de deixar os mortos sobre os lugares altos, chamados de torres do silêncio.

Cultos masdeístas - A terra, o fogo e as águas são sagrados. Para não poluí-las, os masdeístas não enterram seus mortos, considerados impuros. Os cadáveres são deixados em torres para serem devorados por aves de rapina.

Fonte: http://www.prof2000.pt/

O REINO E AS APARENCIAS DAS RELIGIÕES

SÉRIE: REINO DE DEUS

EVANGELISTA EDSON TEIXEIRA
 

            Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas: não vim para revogar, mas vim para cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos e assim ensinar aos homens será chamado o menor no Reino dos céus; aquele, porém, que o cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus.  Mateus 5.17-20

 

            Jesus nos textos de Mateus 5. 5 a 11 vem falando a terceira pessoa, a partir do verso 12 ao verso 16 o Senhor Jesus muda para a segunda pessoa. Vós sois o sal da terra. E a partir do verso 17 Ele passa falar na primeira pessoa, e passa a falar Dele mesmo. Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir.

            Então Ele vem dizer para aquelas pessoas, que a forma que Ele vem ensinando, pode ter produzido alguns pensamentos no coração daquelas pessoas, no que eles pensam quem Jesus é. Será que Ele pensa que é maior do que Moisés que representa a lei? Será que Ele pensa que é maior do que Elias que representa os profetas? Quem é que Ele está pensando quem é, será que Ele veio desfazer a lei? Será que Ele veio revogar as profecias? Porque a forma que Ele está falando parece que Ele veio revogar a lei e os profetas.  Então Jesus chama a atenção  deles a esse respeito.  Dizendo: Eu não vim desmerecer os mandamentos do Antigo Testamento, eu vim foi para cumprir. Tudo isso que está escrito vai se cumprir na minha vida, eu vou viver essa lei, nenhum jota e nem um til vai cair por terra até que tudo seja cumprido em minha vida. Por isso em Romanos 10.4 “Porque o fim da lei é Cristo para a justiça de todo aquele que crê”.  A lei finalizou em Jesus, porque Ele cumpriu toda a lei. A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.(Rom. 13.8)

            Quando Jesus começa a ensinar, ministrando, Ele chama atenção destas pessoas dizendo, Eu vim cumprir a lei na minha vida, eu vou cumprir todos os requesitos da lei e dos profetas. Só que, Eu vim ensinar como viver o espírito da lei e não a letra da lei, porque os judeus, que eram os fariseus e os escribas, que conheciam cada item da palavra de Deus, cada vírgula, cada pontuação, eles conheciam toda a letra da palavra de Deus, eles viviam o pé da letra. Jesus veio dizer: Eu vim trazer para vocês uma justiça que vai muito mais do que a aparência da lei, porque os escribas e fariseus vivia a lei, mas a aparência da lei, a lei faz  com que ele viva só para os homens enxergarem. Eu vim trazer uma justiça para vocês que vai trazer vocês a viverem o espírito da lei. Porque a letra mata, mas o espírito vivifica.

            Quando você estuda a vida dos escribas e fariseus, você vai perceber que eles viviam a lei. Mas somente a letra de lei. E Jesus nos ensina a viver essa mesma lei, mas no espírito dessa lei. Em Mateus 15 Jesus teve uma discussão com esses homens porque ele só valorizava o exterior, a justiça que eles viviam, a lei que eles viviam era só para os homens observarem. Era só para os homens observarem, mesmo que o interior deles estivesse podre. Porque eles viviam a letra da lei, dava a entender que estavam agradando a Deus. Porque no seu comportamento parecia que estava de bem com Deus, mesmo que o seu interior estivesse podre. Jesus veio ensinar uma justiça que ensina a você a guardar a lei, mas a guardar a lei a partir do seu interior, a partir do seu coração para não agradar aos homens, mas principalmente para agradar a Deus.  Essa é a justiça que excede muito as dos escribas e fariseus porque vai além da aparência.

            Jesus não tolerava a hipocrisia, Jesus não tolerava esses homens que só vivam da aparência. Eles chegaram pra Jesus dizendo: Por que os Teus discípulos transgridem a tradição dos anciãos? Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus pela vossa tradição? Ou seja, vocês estão tão preocupados com a tradição que vocês nem percebem que a tradição que os outros estão quebrando, essa tradição que vocês guardam com muito zelo, leva vocês a transgredirem o mandamento de Deus. Todos os fariseus zelam mais pela tradição do que pelos princípios da palavra de Deus. Ele abre mão da palavra de Deus, ele abre mão do que Deus disse, mas não abre mão da sua religiosidade. Eles não abrem mãos da sua tradição, mesmo que a sua tradição está indo contra a palavra de Deus.

            Porque Deus ordenou, dizendo: Honra o teu pai e a tua mãe; e: quem maldisser ao pai ou à mãe, que morra de morte. Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe: É oferta ao Senhor o que poderias aproveitar de mim, esse não precisa honra nem a seu pai nem a sua mãe,  E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus. Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os seus lábios, mas seu coração está longe de mim.

            Hipócritas. Era um monte de gente religiosa dizendo: Deus, nós não podemos cuidar dos nossos pais, na verdade, eles não diziam isto pra Deus, eles diziam isto para os pais. Os pais precisavam de ajuda, os pais precisavam de sustento, os pais precisavam de dinheiro e eles diziam pros seus pais, olha aquilo que eu teria de dar para vocês eu já prometi de oferta pra Deus. Então eu não posso cuidar de vocês meus pais porque eu estou dando a minha vida pra Deus. Jesus chama isto de hipocrisia! Porque a bíblia diz pra você honrar o seu pai e a sua mãe. Você precisa investir na vida do seu pai e na vida da sua mãe. E você fazer alguma coisa pra Deus pra ser um desculpa  para não cuidar do seu pai e da sua mãe, mesmo que isto seja uma oferta que você traga pra Deus, Jesus está chamando você de hipócrita!

            Então em nome de viver uma religiosidade, vocês desprezam os seus pais, em vez de lhe dar um ajuda, vai ajudar a igreja, e que o seu tempo com os seus pais já se passou, e coloca os velhos em um abrigo de idosos, vocês acham que Deus não está vendo isto? A nossa religiosidade é muito de aparência, e quando chega à hora da realidade a gente começa a arrumar desculpa como os fariseus. Por isso é mais fácil você ofertar para as crianças da África, é só colocar o dinheiro na cesta, do que você assumir o negócio.  Porque ao assumir o negócio você vai ter que ter responsabilidade.  Senhor deixa-me aqui, usa o meu irmão!

            Os fariseus e os escribas tinha uma religião que para o lado de fora, parecia extraordinária! E Jesus que sonda o coração, dizia, não, vocês estão me adorando com a boca apenas, vocês só me honram de lábios, são os profissionais do lado exterior, mas lá dentro do coração vocês estão longe de mim. Há possibilidade de o nome de Deus está dentro da minha boca, há possibilidade da palavra de Deus esta na minha boca, há possibilidade de existir tanta coisa em nós, no meu corpo, ma há possibilidade de Deus está bem longe do meu coração! Ou eu estou muito longe de Deus no meu coração. Basta você querer viver para agradar o homem que você entra com muita facilidade na doença dos fariseus. Basta tão somente você viver uma religiosidade de aparência.  Jesus diz, eu vim trazer a justiça da lei e vim trazer o espírito da lei, vocês não vão viver somente do superficial, na aparência, eu vou ensinar a vocês viverem isto no coração. La dentro da alma. Porque fora disso é hipocrisia e essa justiça não vão levar vocês aos céus de forma alguma.

            Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens. Então, acercando-se dele os seus discípulos, disseram-lhe: Sabes que os fariseus ouvindo essas palavras se escandalizaram? O evangelho de Jesus mexe com pessoas que estão preocupados com o exterior. Porque o evangelho mexe com as intenções do coração. E quando este evangelho é pregado, aqueles que vivem só de aparências começam a se escandalizar, a se incomodar, a se inquietar porque eles só sabem viver pros homens. Eles não sabem viver pra Deus!

            Deixa-os; São condutores cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova. Esses cegos aqui são os líderes religiosos.

            E Pedro, tomando a palavra, disse-lhes: explica-nos essa parábola. Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre e é lançado fora? Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração do homem procedem aos maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmia. São essas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.

            Jesus veio mexer em uma área bem mais profunda do que o exterior. Ele veio mexer não nos frutos, mas ele veio mexer nas raízes da árvore. Porque se você ficar cortando os frutos, no outro ano eles nascem de novo, porque as raízes da árvore estão inteiras, tem raízes! E no outro ano essa arvore vai dar frutos de novo.  Jesus está chegando na raízes. Não adianta ficar arrancando o fruto em sua vida, mas a árvore está inteira, tem raiz. Não adiante ficar mudando só pro lado de fora, e no ano que vem está tudo de novo,  não adianta fazer um reforma religiosa, que no ano que vem, tudo se repete, não adiante mudar a aparência, que no próximo ano você vai ficar enjoado. Se não houver uma mudança no coração, se não houver uma mudança interior, vai ser só religioso cortando fruto, e no próximo ano vai dar mais frutos. Quando você nasce de novo o reino de Deus explode lá dentro e você vai produzir frutos bons porque você é uma arvore boa. Hoje na igreja estamos lutando contra os frutos e esquecemos-nos de arrancar as raízes de dentro de nós.

            Quem foi que disse que se você matar você fez algo mau, foi Jesus ou Moisés? Moisés que disse, que se você matar alguém você fez algo mau. Você é réu de juízo!  Ouvinte o que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu,  porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra o seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de raça será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno.

            Moises então dizia se você mata, ele você é uma pessoa má. E o evangelho de Jesus diz: Não precisa matar para alguém ser uma pessoa má, só em ter a intenção no coração de matar já fez de você uma pessoa má. É um evangelho que tem a capacidade de fazer você viver o espírito da lei, porque a lei diz que se eu pegar um machado, uma espada ou um revolver e matar uma pessoa aí eu sou considerada uma homicida. Porque a lei só vai julgar quando o ato estiver sido concretizado. O evangelho de Jesus diz assim: se você odiar alguém no seu coração, você já é um homicida. Então o evangelho vem sondar lá dentro, e mexer com as suas estruturas.

            Nós sabemos que tem uma ira que é normal, irai-vos, mas não pequeis!(Ef.426). Porque até Deus tem ira, e Deus nunca pecou, então há um espaço para uma ira a onde você não peca. Mas tem pessoa que não sabe ter essa ira sem cometer pecado. Porque se você não souber ter controle sobre essa ira, você pode pecar. Essa ira normal que as vezes nasce no nosso coração, não é pecado. O pecado é até onde você vai deixar essa ira ir. \isso pode matar você. Não se pode por o sol sobre a vossa ira, e nem deis lugar ao diabo! E quando você está irado, o diabo está bem perto dizendo, me der a brecha que eu entro no seu mundo interior e vou destruir você.

            Qualquer que sem motivo se ira contra o seu irmão. Hoje as pessoas se iram muito fácil por qualquer coisa. Se o cachorro latir, ele fica logo furioso e xinga-o de diabo. Se um carro buzinar no transito já xinga o motorista.  O texto fala de qualquer um que se irar contra o seu irmão, e isto está relacionado com a igreja. Atritos que começa entre nós. Primeiro começa com uma ira simples, e se você não tiver cuidado com ela pode ir se aprofundando, crescendo.

            E quem proferir um insulto ao seu irmão estará sujeito ao julgamento de tribunal. Veja, de uma simples ira, você abre a sua boca para provocar um insulto ao seu irmão.  A palavra raca significa inútil, vazio, sem sentido. É você olhar para uma pessoa e dizer: você é um inútil na vida, não sei nem porque você nasceu! Você só existe pra dá problema pros outros.  E Jesus disse, se você é capaz de chamar alguém de inútil sendo seu irmão, você já foi bem longe! Você está sendo sujeito ao julgamento de tribunal.  O irá sem motivo já é um problema, agora você abrir a boca para proferir um insulto ao seu irmão chamando-o de inútil, de mente vazia, de pessoa que não tem utilidade alguma aqui nesta terra, Você já está indo bem longe! E quem chama o seu irmão de louco estará sujeito ao fogo do inferno. Começa apenas com um julgamento, você vai dando vazão a sua ira e você estará sujeito a um tribunal, mas se você for longe demais e chamar alguém de louco, de tolo, de débil mental, de gente que não tem capacidade de raciocinar, de pessoas que não tem inteligência, você está chamando o seu irmão de um animal irracional, de um louco, aí você já passou pelo tribunal, você já foi julgado, e estará sujeito ao fogo do inferno.  Então não é eu matar alguém que me faz um homicida!  As leis dos homens, que são as leis civis que Deus deu a Moisés, se eu mato alguém eu sou considerado um homicida. Mas na lei de Deus se eu estou dando esse espaço de me ira, de difamar, de promover insulto, de chegar a chamar de louco, de gente que tem a cabeça vazia, de débil mental, com a intenção de machucá-lo, de feri-lo eu já estou cometendo um homicídio aos olhos de Deus. A minha palavra é tão venenosa que já está assassinando essa pessoa.

            O texto fala de insulto, é uma palavra que insulta a pessoa e nós precisamos levar muito o sério isso aqui. Porque a bíblia diz que aí daquele que peca contra ao seu irmão com palavras e diz, fiz isso por uma brincadeirinha! Então cuidado. Os seus filhos são benção de Deus, são heranças de Deus, que você tem que o abençoa-los sempre. Porque você vai dar conta deles um dia. Esse irmão que está do seu lado, por mais esquisito que seja, ele foi comprado com o sangue de Jesus e é o seu irmão.

            Olha, quando você estiver na igreja cantando,e você se lembrar de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti. Você abandona o que está fazendo pra Deus e ir a onde está aquela pessoa, e se reconciliar com ela, ai então você volta e oferece a sua oferta no altar de Deus. Pra Deus não importa o que você tem pra Ele, o que importa é o que você é pra Ele. Na religião dos fariseus o que importa é o que você dar pra Ele,  mesmo que o seu coração esteja podre, traga a sua oferta porque Deus está interessando no que você tem. No evangelho, o que importa pra Deus é o que você é, depois como consequência vem aquilo que você tem. Aí você pode oferta a Deus o seu cântico, a sua oferta, o seu dízimo e a sua vida no altar. Porque o eu coração está bem, do contrário Deus está dizendo, você é um homicida, Você está executando alguém no seu coração. Depois esse irmão vira um adversário, no verso 25 de Mateus 5.

            E o texto fala que você vai ser colocado em uma prisão, e você vai ser atormentado por verdugos, a sua consciência, o seu ser interior vai ser atormentado.

 

            Ouviste o que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela.

Porque na lei o adultério tinha que ser consumado! Um homem como Davi olhar para Bate-Seba, e ir pra cama com ela, deitar com ela e ser consumado o ato. Esse é um adultério. Essa é a lei, ser pego no flagrante! Ele teve relacionamento sexual com a mulher. Ou ela com um homem, isto é adultério.  O evangelho de Jesus vai muito mais longe! Ele diz que o ato dele está sendo concretizado o ato de adultério significa que este ato já tinha acontecido muito tempo antes na mente, quando Davi estava lá no terraço olhando para Bate-Seba tomar banho. Imagine, um homem em uma janela e uma mulher nua tomando banho. A mulher é áudio e o homem é visual. E ele ficou olhando, ficou alimentando o desejo no coração. Se o teu olho te faz tropeçar, isto não é literal, porque se fosse literal todos os homens eram cegos! Se tua mão te faz tropeçar, corte-a! Também não é literal. Isso aqui é um sentido figurado! Quando você olhou e viu que o negócio esta forte, sai daí. A minha mente é de Deus, o meu corpo é dentro do Espírito Santo, Se você é casado você tem uma aliança com o seu cônjuge! Você tem uma aliança diante de Deus. Pra Jesus não é necessário ir para uma cama com uma mulher para ser considerado um adúltero. Ou uma mulher com um homem para ser uma adultera. Qualquer que olhar com a intenção impura no seu coração já adulterou com ela. Onde há maldade no coração, alimentando o desejo no coração, não é errado você olha para uma mulher e acha-la bonita. Mas quando ele olha a beleza e mais alguma coisa, onde ele começa a alimenta a semente do desejo no coração, a intenção de praticar o ato sexual invade o seu ser de tal forma, que ele se imagina com ela. Ai está o perigo! Quando o evangelho entra no coração do ser humano, ele foge desta coisa. Mas quando você percebe o mal chegando, e tomar o escudo da fé, e pede a Deus para apagar os dardos inflamados do maligno. É você que apaga. É impossível você impedi de um passarinho voar sobre a sua cabeça mas voe pode evitar que ele faça ninho sobre a sua cabeça, isso quer dizer que você não pode impedir que os pensamentos viessem sobre a sua cabeça. Mas você pode impedi que eles permaneçam lá. Você pode o repreendê-lo em nome de Jesus.

            Porque é do coração que procedem aos maus pensamentos mortes adultério prostituição furtos, falsos testemunhos e blasfêmia. São essas coisas que contamina o homem.

            Isso quer dizer que eles nascem antes. Pessoas que vão alimentando ideias, pensamentos, conversas maliciosas, intenção que vai criando raiz dentro da alma que cresce até produzir o fruto do pecado.

            Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira para longe de ti, pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que todo o teu corpo, seja lançado no inferno. E a tua mão direita te escandalizar corta-a e atira para longe de ti, porque te é melhor que um dos seus membros perca do que todo o teu corpo seja lançado no inferno. Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, que lhe dê carta de desquite. Eu porém vos digo que qualquer que repudiar a sua mulher, a não ser por causa da prostituição, faz com que ela cometa adultério; e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.

            Até mesmo caso venha acontecer algum deslize, existe o perdão. Porque o homem é passivo de cair em tentação. Mas, caso ele seja um adúltero ou ela seja uma adultera, ame o pecado da prostituição, e não queira ficar longe dessa prática. A coisa é diferente! Jesus aconselha ao divórcio. Ouviste o que foi dito aos antigos: Portanto deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e será ambos uma só carne. E o que ajuntou Deus, não separe o homem.

            Existem hoje vários motivos para uma separação. Pessoas que se transforma em um ser irracional e quer matar a esposa e os filhos, um homem que deixava na cama  a mulher ao lado, e ela não sabe se vai amanhecer viva no dia seguinte. Hoje, as pessoas se separam por coisas muito banais. Um cantor famoso, que troca de esposa simplesmente porque enjoou dela.  Alimentando o seu egoísmo, a sua presunção e a sua fala de amor ao mandamento do Senhor Jesus. E a deixa em situação desesperadora que a faz perder o seu amor próprio. Simplesmente porque ele deixou de cumprir uma promessa feita diante do altar.

            Seja, porém o vosso falar; sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna. E quanto as ajudas, cuidando para não está alimentando os preguiçosos e os vagabundo que não gosta de trabalho e quer viver uma vida de boemia. Você pode está lançando o seu tesouro aos porcos. A Bíblia não nos manda julgar, mas nos dar a diga de como conhecer uma pessoa mal intencionada. Conhecereis a arvore pelos seus frutos.

 

 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Retratos do corpo

Novos testes indicam defeitos genéticos e de metabolismo em tempo recorde e identificam sinais precoces de doenças

Monique Oliveira
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Uma nova geração de exames está revolucionando a maneira pela qual é possível descobrir as doenças, de preferência antes que elas se tornem incuráveis. Cada vez mais sofisticados, eles fornecem os resultados rapidamente e com maior precisão. Na semana passada, cientistas apresentaram os dois mais recentes representantes dessa classe de testes. O primeiro é uma técnica capaz de fazer uma análise completa do DNA de crianças recém-nascidas em até 50 horas, muito menos do que as seis semanas necessárias usualmente. O exame, divulgado na última edição da revista científica “Science Translational Medicine”, rastreia 3,5 mil enfermidades genéticas. Os pesquisadores esperam que a ferramenta esteja disponível a partir do próximo ano. Por enquanto, foi avaliada com sucesso em quatro bebês do Children’s Mercy Hospitals and Clinics, dos Estados Unidos. “Cerca de um terço dos bebês admitidos nas unidades de terapia intensiva americanas tem uma doença genética”, afirmou Stephen Kingsmore, diretor do Centro de Medicina Genômica Pediátrica do Children’s Mercy. “Ao obterem o genoma interpretado em cerca de dois dias, os médicos poderão usar os resultados para aplicar tratamentos personalizados e mais eficazes”, completou o especialista.

A segunda novidade foi divulgada por pesquisadores do Institute of Cancer Research, da Inglaterra. Em um artigo publicado na revista “The Lancet Oncology”, eles descreveram um exame por meio do qual é possível conhecer o grau de agressividade do câncer de próstata após análise de suas características genéticas. Como o teste para os recém-nascidos, o exame criado pelos ingleses também irá auxiliar os médicos a adotar tratamentos mais individualizados, de acordo com o perfil do tumor de cada paciente.
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No Brasil, uma das novidades na área do diagnóstico genético é um mapeamento criado pelo laboratório Alta Excelência Diagnóstica, em São Paulo. Ele traça um perfil que responde a questões como de que forma o organismo responde à cafeína até sua capacidade de aproveitar melhor as vitaminas. As respostas ajudam a pautar uma dieta focada nas necessidades individuais, algo bastante útil, por exemplo, para atletas de alto desempenho.

Profundidade semelhante também pode ser obtida por meio do teste criado pelo bioquímico brasileiro Alexandre Cosendey e apresentado no 39º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas. O exame faz uma análise do conjunto de reações químicas desencadeadas dentro do organismo. Com uma amostra de sangue, ele aponta o nível de estresse a que as células estão submetidas, indicando o surgimento de possíveis problemas logo mais à frente. “As células estão sob forte demanda o tempo todo”, explica Cosendey. “Em uma situação-limite, suas membranas se rompem e algumas substâncias podem vazar, indicando um desequilíbrio”, completa. O atleta amador Diogo Menegaz, 39 anos, fez a análise. “Sentia-me exausto o tempo todo e não conseguia entender a razão”, diz. “Com o exame, descobri que algumas vitaminas, apesar de estarem em níveis altos, não estavam sendo bem aproveitadas pelas células. Voltei a ganhar disposição”, conta.
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No Hospital Nove de Julho, em São Paulo, os médicos estão se valendo da termografia, ou termometria cutânea, para rastrear a origem de dores crônicas e enfermidades como hipotireoidismo (disfunção na glândula tireoide). O teste é feito usando uma câmera que capta o calor emitido pelo corpo. Quanto maior a temperatura em alguma região, mais intensa é a atividade inflamatória no local. Isso é indicativo de que algo vai mal naquele ponto. “Antes de aparecer uma lesão, existe a alteração da circulação local, detectada pelas imagens”, explica o médico Marcos Brioschi, do Nove de Julho.

Foi por meio do exame que Patrícia Zylbergeld, 30 anos, descobriu que estava no início de um hipotireoidismo. “O exame de sangue tinha identificado uma alteração hormonal pequena”, diz. “Mas a termometria indicou que havia mesmo uma atividade maior na região”, lembra. O exame também pode ser usado no diagnóstico precoce de câncer de mama. Nesse caso, a inflamação indica crescimento de vasos sanguíneos na região, o que sugere a formação de uma rede vascular para alimentar um futuro tumor. “É possível analisar a área antes de qualquer alteração anatômica”, afirma Brioschi.
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A revolução está dando também nova roupagem a exames convencionais. Hoje, já é possível realizar ultrassom em três dimensões do feto com a possibilidade de impressão das formas da criança em um molde de resina, como se fosse um boneco. “O molde ajuda a visualizar melhor qualquer má-formação existente”, explica a hematologista Regina Biasoli.

O objetivo de outras inovações é aumentar o conforto do paciente. Nesta categoria, uma das opções é o Accuvein. Por meio da emissão de luz infravermelha, o exame auxilia na visualização de veias. “O teste facilita a aplicação de medicamentos em crianças e obesos, por exemplo”, diz a enfermeira Célia de Fátima Moraes, de São Paulo, que usa o aparelho.

Para o futuro, uma das promessas é um kit capaz de identificar a probabili­dade de uma pessoa vir a ser hipertensa. Ele está em desenvolvimento pela Sociedade Brasileira de Hipertensão, a partir de um estudo comandado pela nefrologista Dulce Elena Casarini, da Universidade Federal de São Paulo. “Descobrimos a existência de uma enzima que indica a instalação da ­doença precocemente”, explica Dulce.
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Foto: Julio Vilela. infografia: Rica Ramos
Foto: Rodrigo Castro

Dinheiro & Casamento

Novos estudos mostram por que homens e mulheres lidam de forma diferente com o dinheiro. E especialistas revelam os segredos para obter sucesso financeiro nas relações a dois

Paula Rocha e Natália Martino
Cofira as dicas do casal de consultores Roberta e Bruno Omeltech : 
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É melhor ter conta conjunta ou separada? Quem ganha mais paga mais? Qual é a hora certa de falar sobre dinheiro com o parceiro? É um problema a mulher ganhar mais do que o homem? Essas dúvidas, que atormentam os casais modernos, moveram pesquisadores a produzir trabalhos científicos sobre o tema e inspiraram especialistas a buscar respostas práticas, que ajudem homens e mulheres a conquistar o tão desejado sucesso financeiro no casamento. Entre as descobertas está o fato de que eles e elas lidam de forma diferente com o dinheiro, além de um novo método que promete auxiliar os casais a colocar em prática seus sonhos, garantindo que as dificuldades financeiras não destruam os castelos amorosos que motivaram a união.
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“Noventa por cento dos problemas financeiros não são matemáticos, mas sim comportamentais”, afirma o consultor financeiro André Massaro. É aí que entram as diferenças entre os gêneros na relação com o dinheiro. De acordo com um estudo realizado em 2011 pela Ledbury Research, mulheres são melhores investidoras, uma vez que são mais disciplinadas, se expõem a menos riscos e possuem maior visão de longo prazo. Contudo, elas também se endividam mais do que os homens, pois gastam mais dinheiro em várias coisas de pequeno valor, enquanto eles preferem investir uma grande quantia em um único bem. “É uma questão sociológica”, diz Gustavo Cerbasi, consultor financeiro e autor do best-seller “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” (Editora Gente, 2004). “Durante séculos, o homem atuou como o provedor. Hoje, ambos trabalham, mas a mulher está mais acostumada a lidar com as despesas do dia a dia.” Por isso, geralmente são elas quem melhor administram a renda da família. “A situação se complica, porém, quando a esposa tem um salário maior do que o marido”, afirma Massaro. “A maioria dos homens diz não se importar com isso, mas o que eu vejo prova o contrário. Eles ficam com o ego ferido quando a mulher ganha bem mais.”
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Os rendimentos mensais da paulistana Marília Cardoso, 27 anos, são superiores aos do marido, Kauê Khouri Bochmakian, 27. Quando eles começaram a sair, há sete anos, Marília ficava admirada com o desprendimento financeiro do namorado. “Ele sempre pagava a conta, e aniversários e datas comemorativas eram sinônimo de presentes caros”, diz. Tudo financiado com o salário de bancário, que não chegava a R$ 900. Desconfiada, a moça colocou o rapaz contra a parede e descobriu que ele tinha uma dívida que já somava R$ 15 mil. “Sou de família humilde e aprendi a sempre poupar antes de comprar. Então, aquela situação para mim era inadmissível”, diz Marília. Nesse momento, começaram as brigas entre o casal. “Eu achava que ela estava se intrometendo demais na minha vida quando me dizia para não gastar”, afirma Bochmakian. As discussões só diminuíram quando Marília pegou dinheiro emprestado com a irmã para quitar a dívida do namorado e o ajudou a economizar para pagar a cunhada, que não cobrou juros. Hoje casados, conseguiram encontrar um equilíbrio. Com o salário dele – ainda bancário, mas em um cargo mais elevado –, pagam as contas cotidianas. O dinheiro dela vai para a poupança e é destinado a gastos maiores. “Recentemente, usamos parte desse montante para comprar uma moto, um terreno onde vamos construir nossa casa e um petshop que pretendemos tocar juntos”, diz Marília, que, inspirada pelas dificuldades do namorado, lançou o livro “Você Sabe Lidar com o Seu Dinheiro?” (Primavera Editorial, 2010).
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Dinheiro e casamento estão intimamente ligados desde sua origem. “O casamento como instituição social surgiu na Idade Média, em meados do ano 1000, como uma forma de preservar propriedades”, afirma a psicóloga Cleide M. Bartholi Guimarães, especialista em terapia de casal com foco em finanças e autora do livro “Até Que o Dinheiro Nos Separe” (Editora Saraiva, 2010). “Entre os séculos XVIII e XIX, porém, floresceu a ideia do amor romântico, o que tornou tabu misturar amor e dinheiro”, diz. Os reflexos dessa visão romântica sobre o casamento influenciam o comportamento dos casais até hoje, segundo Cleide. “Percebo que alguns têm mais disponibilidade para falar de valores, mas a maioria não gosta de tocar nesse assunto.” O resultado dessa falta de vontade ou tato para abordar o tema acaba tornando as finanças um ponto de conflito. Segundo um estudo conduzido pelo Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, o dinheiro é o principal motivo de discórdia entre casais. Esse dado foi constatado após os pesquisadores acompanharem 373 casais ao longo de 25 anos. Nesse meio-tempo, 46% deles se divorciaram. Entre os divorciados, 49% disseram que brigavam muito com o ex-parceiro por causa de dinheiro e previam enfrentar problemas financeiros também com companheiros futuros.
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Falar sobre finanças desde o começo do namoro é o primeiro passo para o sucesso de um casal, defendem os especialistas. “E se, a partir dessas conversas, eles perceberem que têm perfis financeiros diferentes, devem trabalhar para lidar da melhor forma um com o outro”, afirma Cerbasi. O consultor, que definiu os cinco perfis mais comuns e como conciliá-los (leia quadro na pág. 57), diz que é possível melhorar as características financeiras do cônjuge, mas não mudá-las por completo. “Se o perfil do outro incomoda demais, deve-se considerar a separação.” Foi o que aconteceu com o gaúcho Gérson Worobiej, de 43 anos. Querendo manter o mesmo padrão de vida de antes do casamento, a ex-mulher dele gastava mais do que ganhava e logo eles tinham contraído dívidas no cheque especial e no cartão de crédito. “Depois de 13 anos, olhei para trás e vi que não havia construído nada”, afirma. Após a separação, Worobiej ainda enfrentou meses de dificuldades financeiras até conhecer sua atual esposa, a contadora Patrícia de Andrade Garcia, 35 anos. Com Patrícia, as compras do casal são calculadas e até sobra dinheiro para colocar na poupança todo mês. “Nunca dormi tão bem na minha vida, sem ter que me preocupar com credores”, diz Worobiej.
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Para os casais que desejam acertar os ponteiros financeiros, mas não sabem como, uma orientação é colocar no papel os projetos a curto e a longo prazo de cada um. Esse método, batizado de “livro dos sonhos”, foi criado pela planejadora financeira americana Kimberly K. Maez. Segundo a especialista, eles devem se fazer as seguintes perguntas: “Onde você se vê em cinco anos? E em dez?”, “O que você espera que o dinheiro traga para você? E para sua família?” Depois que ambos tiverem respondido individualmente, é hora de sentar e conversar sobre as respostas. “Essa é uma forma de fazer os casais falarem sobre seus objetivos e valores, e checar se eles são compatíveis”, diz Kimberly. Cerbasi concorda. “Falar sobre dinheiro é falar sobre sonhos”, diz. 
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Compartilhar o mesmo sonho foi a chave do sucesso financeiro do casal paulistano Rodrigo Geammal, 39 anos, e Fabiana Azevedo, 38. Há seis anos, eles alugavam um pequeno apartamento de um quarto, onde tinham apenas um colchão, um cobertor, um baú e uma televisão, quando a agência de marketing de Geammal faliu. “Eu disse para a Fabiana: ‘O sonho acabou’”, conta Geammal. “Mas ela me respondeu: ‘Não acabou, não. Nem que a gente tenha que morar debaixo da ponte, vamos fazer esse sonho acontecer.’” Atuando como atendente publicitária, Fabiana passou a cobrir todos os gastos do casal enquanto Geammal reestruturava o conceito da empresa. Aos poucos, o negócio prosperou e Fabiana deixou o emprego para tocar a agência com o marido. Hoje eles possuem clientes entre grandes companhias e trocaram o quarto e sala por um confortável apartamento na zona sul de São Paulo.
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“Muitas pessoas acham que podem resolver sozinhas um problema financeiro e acabam escondendo isso do parceiro, até a situação se tornar insustentável”, diz o consultor Massaro. O ideal, defende o especialista, é ser sincero. “Especialmente se o problema for uma dívida que só cresce.” Caso dos servidores públicos federais Ubiratan Hops Guimarães, 44 anos, e Ângela Stela Guimarães, 42, casados há 22 anos e pais de Isabella, 14. “A gente gastava mais do que ganhava. Cartão de crédito, cheque especial, empréstimos consignados... tinha de tudo”, diz Guimarães. Para não irem à falência, decidiram vender um apartamento financiado em uma área nobre de Curitiba, que consumia todos os meses R$ 3,2 mil da família, e se mudaram para uma casa em um bairro mais modesto. “Ainda não estamos conseguindo guardar dinheiro, mas acredito que dentro de seis meses a gente vire investidor. Esse é o nosso projeto: de gastador a investidor!”, diz Guimarães, que conta com a orientação de um consultor para atingir esse objetivo.
Livrar-se das dívidas pode trazer uma sensação de alívio e melhorar a convivência, mas o ideal, garantem os consultores, seria planejar os gastos. “Para dar certo, o casal deve deixar de pensar na vida financeira de solteiro e focar na família”, diz o economista carioca André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas. Com o casamento marcado para 31 de julho de 2013, Liliane Santos Lima, 24 anos, e Jefferson Augusto Moskoski, 25, estão juntando dinheiro há um ano, com a ajuda de um casal de consultores financeiros. Todo mês, ela, que é assistente-administrativa, e o noivo, empresário, depositam uma parte de seus salários em uma poupança, para custear as despesas com a festa. “Nós temos perfis bem parecidos, somos controlados e queremos começar nossa vida a dois sem dívidas”, diz Liliane.
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Não existe uma fórmula que garanta o sucesso financeiro de um casamento, mas algumas atitudes caracterizam o comportamento dos casais que chegaram lá. “Entre os segredos dos bem-sucedidos, está cultivar a transparência e a confiança na hora de juntar rendas e dividir os gastos”, diz Cerbasi. Lição aprendida com louvor pela dupla Carla Sarni, 38 anos, e Cleber Soares, 36. A parceria financeira entre eles fez o casal sair de um faturamento de R$ 360 mil anuais do pequeno consultório odontológico de Carla para os atuais R$ 180 milhões que a Sorridents, franquia de consultórios fundada por ambos, fatura hoje anualmente. Quando se casaram, Carla propôs ao marido que largasse a carreira militar e a faculdade de análise de sistemas para estudar odontologia. Quando ele se formou, eles já tinham mais de duas dezenas de clínicas. Hoje, são 183 unidades. Para Carla, o maior motivo do sucesso da Sorridents é o apoio incondicional entre os dois. “No início, resolvi abrir mais de dez consultórios de uma vez e acabamos precisando vender o apartamento em que morávamos para colocar dinheiro no negócio. Ele nunca me criticou por isso. Apenas dizia que em breve compraríamos outro imóvel”, diz a empreendedora, que acaba de se mudar com o marido para um belo apartamento de 355 metros quadrados em São Paulo.

Colaborou Wilson Aquino 
Foto: João Castellano/ag. istoé
Fotos: Marcos Nagelstein; Kelsen Fernandes; Rogério Cassimiro/ag. istoé
Fontes: André Massaro e Gustavo Cerbasi
Foto: Gabriel Chiarastelli - ilustração: Fernando Brum
Fonte: “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, de Gustavo Cerbasi, Editora Gente
Foto: Guilherme Pupo