domingo, 10 de fevereiro de 2013


A GRANDE TRIBULAÇÃO

          Enquanto a igreja arrebatada descansa no céu, um período de sete anos de tribulação ocorrerá na terra. As escrituras descrevem claramente este período.

A.     Títulos Bíblicos

Geralmente as referências bíblicas sobre este período são apresentadas de dois modos distintos.

          1.   Como a época de tribulações mais severas na história.
          Ha quatro passagens clássicas das Escrituras que falam deste tempo como sendo de um sofrimento mais terrível do que em qualquer outro período da história. As quatro passagens devem se referir ao mesmo período porque só pode haver um tempo assim descrito. A mais conhecida das quatro fica no Novo Testamento, e designa este tempo de "grande  tribulação". Lê-se: "Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e nem haverá jamais" (Mt 24:21 cf. Mc 13:19).  As outras três passagens se encontra no Antigo Testamento. Uma é Jeremias 30:7, que diz, Ah! que é grande aquele dia, e não há outro semelhante"! Outra é Daniel 12:1"...e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até aquele tempo". E a terceira é Joel 2:2: "Dia de escuridão e densas trevas... qual desde o tempo antigo nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante".

          2.    Como "o dia do Senhor"
          Muitas outras passagens das Escrituras se referem a este período como "o dia do Senhor". Devido a importância deste termo, é preciso alguns esclarecimentos.
         O Termo ocorre frequentemente em ambos, Antigo e Novo Testamentos. No Antigo vemos, " o dia do Senhor (yahweh)
 A Grande Tribulação (Ap 7.14) é identificada no Antigo Testamento como: "o dia do SENHOR" (Sf 1.14-18; Zc 14.1-4); "tempo de angústia de Jacó" (Jr 30.7); "a grande angústia" (Dn 12.1); "a ira” (Is 26.20); "o dia da vingança" (Is 63.1-4); "o dia da ira de nosso Deus" (Sl 110.5). No Novo Testamento, como: "grande aflição" (Mt 24.21); "a hora da tribulação" (Ap 3.10); "grande tribulação" (Ap 7.14).

Anticristo

  • Quem é:
        Anticristo significa "opositor de Cristo"contra Cristo". Também chamado de "a besta que subiu do mar" (Ap 13.1); "filho da perdição, homem do pecado" (2 Ts 2.3-4); "a besta escarlate" (Ap 17.3); "a besta" (Ap 17.8,16); "o homem violento" (Is 16.4); "o príncipe que há de vir" (Dn 9.26); "o rei do Norte" (Dn 11.40); "o angustiador" (Is 51/13); "o iníquo" (2 Ts 2.8); "o mentiroso" (1 Jo 2.22); "o enganador" (2 Jo v7); "um rei feroz de cara" (Dn 8.23); "a ponta pequena" (Dn 7.8). O Anticristo será um homem como outro qualquer, nascido de mulher, porém a serviço de Satanás.
 
  • Predição:
 
"Ninguém de maneira alguma vos engane, pois isto não acontecerá sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição" (2 Ts 2.3,4,8; Dn 8.23; 9.26; 1 Jo 2.18; Ap 13.1-8).

  • Quando e como surgirá:
         A presença da Igreja na Terra e a conseqüente ação do Espírito Santo têm impedido, nos dias de hoje, a plena manifestação do Anticristo (2 Ts 2.6-7). Todavia, após o arrebatamento da Igreja, e diminuída a influência do Espírito - tudo de conformidade com o plano de Deus -, a raça humana descerá a um nível de depravação jamais visto: desprezo aos valores éticos e morais; violência sem limites; liberdade e perversão sexual; ocultismo; falta de amor. Ademais, o desaparecimento repentino de milhões de crentes, em face do arrebatamento, causará grande perplexidade e temor. Haverá uma desorganização geral em todos os níveis da atividade humana, além de gigantescos desastres e muitas mortes. Exemplos: muitas aeronaves ficarão sem comando porque seus comandantes foram arrebatados em pleno vôo; muitos acidentes aéreos, porque os controladores de vôo desaparecerão; engarrafamentos, batidas e mortes nas estradas e nos grandes centros urbanos, porque muitos veículos ficarão repentinamente desgovernados; milhares de empresas comerciais e industriais, pequenas e grandes lojas ficarão com um número reduzido de empregados; grande desfalque também de servidores nas repartições públicas; os serviços públicos, tais como bombeiros, limpeza e comunicações serão afetados. Por outro lado, inúmeros imóveis residenciais, igrejas e lojas ficarão abandonados; presos fugirão dos presídios e os saques se multiplicarão. Os governantes não terão meios de colocar as coisas em ordem. Ninguém será capaz de explicar a causa do repentino desaparecimento de parentes e amigos. Caos total. Convulsão social. É nesse contexto que surgirá um homem muito inteligente, com respostas inteligentes e prometendo soluções práticas para todos os problemas. Esse homem é o Anticristo. Convém dizer que a iniqüidade vem crescendo assustadoramente em todo o mundo. A imaginação do homem é pródiga em descobrir novas fórmulas de se tornar mais indigno, mais impuro, imoral, cruel e depravado.
 
"E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam na mentira, e para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade" (2 Ts 2.11-12).

        Mas essa rebeldia ainda não chegou no limite de Deus. Ninguém sabe qual seja esse limite. Sabe-se, todavia, que o fim virá. O castigo virá no tempo de Deus, tal qual ocorreu nos tempos de Noé e de Sodoma e Gomorra.
 
  • Suas atividades:
         A manifestação do Anticristo na Terra durará sete anos, e suas atividades nesse período estão divididas em duas fases como a seguir:

PRIMEIRA FASE

         No início do período de sete anos, o Anticristo, sob a máscara de um político inteligente e poderoso, fará uma aliança com Israel por sete anos - e, por extensão, com as demais nações -, em que prometerá prosperidade, segurança e paz, tendo em vista a situação caótica mundial: "Ele confirmará uma aliança com muitos por uma semana..." (Dn 9.27-a). De fato, o mundo experimentará boa recuperação na metade dos sete anos. Fome, guerras, peste e violência parecem solucionados diante da dinâmica atuação desse "salvador" da pátria, a quem muitos passam a admirar. Certamente ele dirá que os crentes foram seqüestrados por naves espaciais; que esse negócio de salvação através do sangue de Jesus é mentira; que a alma salva-se a si mesma; que todos são iguais a Deus, etc. Aliás, a mesma mentira que hoje é ensinada pelo movimento Nova Era e por tantas seitas diabólicas.

SEGUNDA FASE

         Todavia, havendo transcorrido metade do tempo previsto no acordo, ou seja, passados três anos e meio de aparente paz, prosperidade e segurança, aquele político deixará cair a máscara e mostrará sua face e seus objetivos malignos: romperá a aliança com Israel; assumirá a posição de governante mundial com autoridade sobre todas as nações; anunciará ser ele o próprio Deus; profanará o templo em Jerusalém e ali colocará uma imagem sua para ser adorada; proibirá a adoração ao Deus dos cristãos; perseguirá de forma sistemática e cruel seus opositores; perseguirá por 42 meses os fiéis a Cristo; fará grandes milagres e maravilhas em razão do seu poder satânico, e, com isto, ganhará muitos admiradores. Verifiquemos como a Bíblia relata essa fase:
 
"Ele confirmará uma aliança com muitos por uma semana [sete anos], mas na metade da semana [três anos e meio, 42 meses ou 1.260 dias] fará cessar o sacrifício e a oferta de cereais" (Dn 9.27).

       O Anticristo só admitirá culto de louvor e adoração a ele próprio.
 
"E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei...” (Dn 7.25).

        Por exemplo, não mais haverá liberdade religiosa.
 
"Este rei fará conforme a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus, e falará coisas espantosas contra o Deus dos deuses, e será próspero, até que a ira se complete, porque aquilo que está determinado será feito. Não terá respeito aos deuses de seus pais, nem terá respeito pelo desejado das mulheres, nem a qualquer deus, porque sobre tudo se engrandecerá. Agirá contra os castelos fortes com o auxílio de um deus estranho, e aos que o reconhecerem multiplicará a honra, e os fará reinar sobre muitos, e repartirá a terra a preço" (Dn 11.36-39).

        Não medirá esforços para agradar aos que lhe derem apoio, mas perseguirá com crueldade os seus opositores.
 
"Ele se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de culto, de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. A vinda desse iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios de mentira" (2 Ts 2.4,9).

         O Diabo não tem feito outra coisa senão mentir e enganar. As operações cirúrgicas através de médiuns; as práticas esotéricas e de ocultismo em que as pessoas acreditam mais num cristal, numa pedra, numa água, num despacho, do que no Deus Todo-poderoso são uma prova de que o diabo consegue enganar muita gente e levá-las à perdição.
 
"... E deu-se-lhe autoridade para continuar por quarenta e dois meses... também foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los. E deu-se-lhe poder sobre toda tribo, língua e nação. E todos os que habitam sobre a terra a adorarão [a besta], esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo" (Ap 13.5,7,8).

         Um "falso profeta" - denominado a "outra besta" - virá prepará o caminho do Anticristo;
 
"fará grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens", e serão mortos os que não adorarem a imagem da besta" (Ap 13.11-14).

         Muitos seguirão a besta porque não saberão distinguir o real do verdadeiro. Uma pessoa que faça cair fogo do céu será reconhecida como um deus. Hoje, por muito menos, pessoas são idolatradas.
         O que lemos acima não chega a ser uma descrição detalhada do caráter e objetivos do Anticristo, a cruel e sanguinária besta. Ele será muito pior. Vejam que Apocalipse 13.5 fala em 42 meses, ou 1.260 dias, ou três anos e meio, exatamente o tempo de Daniel 9.27 ("metade da semana"). Este período de três anos e meio será o mais negro e turbulento de toda a história da raça humana. As mudanças que têm ocorrido no âmbito mundial dão-nos a convicção de que aos poucos as peças do quebra-cabeça encaixam-se. Para a instalação de um forte governo único, mundial, igual ao futuro governo do Anticristo, faz-se necessário:
  • Uma só moeda:
       Já temos a implantação de uma moeda comum na Comunidade Européia, o euro, que substituirá as moedas de onze países. A mesma idéia parece prevalecer para os países integrantes do Mercosul, na América Latina; há, também, uma tendência de dolarização da economia em países em crise. A unificação dos sistemas financeiros - uma só moeda, um controle único - é uma tendência mundial como resultado da criação de mercados comuns.
 
  • Uma só economia, um só mercado:        
        A globalização já é uma realidade. Comunidade Européia e Mercosul, p. exemplo, são acordos com objetivos comerciais que ampliam e tornam o processo de globalização irreversível. Na data em que escrevemos estas linhas (29.6.99) a União Européia (países da Europa) e o Mercosul (países da América Latina) discutem os passos para implantação do livre comércio entre essas nações. A Europa se fortalece - é hoje o Bloco Econômico mais poderoso do Planeta - e isso tem um objetivo maior: quebrar a supremacia econômica, e bélica, dos Estados Unidos.
 
  • Força militar única:
       A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), subscrita em 4.4.1949, é uma aliança militar "projetada para prevenir ou repelir agressões contra qualquer de seus membros". A OTAN é, portanto, um poderoso exército formado a partir de acordos com as nações mais ricas da terra; possui um só comando e enorme capacidade de destruição. Logo, a idéia de uma força militar única, comandada por um só homem, não é coisa de outro mundo. Uma única moeda, uma só economia e uma força militar única são mudanças que apontam em direção de um único governante, um ditador mundial, carismático, inteligente, capaz de impressionar com seu discurso e de comandar um poderoso exército. Segundo escreveu Antônio Gilberto, uma das conclusões a que chegou o Clube de Roma - fundado em 1968 e integrado por "personalidades de gabarito reconhecidamente mundial, na política, nas ciências e na educação" -, "é a de que a humanidade necessita urgentemente de um governo único e centralizado para resolver seus problemas e suprir suas necessidades". Este homem que surgirá no cenário mundial será o"feroz de cara", o Anticristo. O mundo se prepara para recebê-lo.

Autor: Pr Airton Evangelista da Costa
 

MATURIDADE CRISTÃ
Educação integral 
          A partir da missão integral da igreja e da antropologia bíblica será necessário considerar o ser humano de modo integral, muito mais abrangente, portanto, que os modelos reducionistas adotados pela abordagem salvacionista e pragmática. Se houver uma preocupação que demonstre que o cristão deverá apenas se ocupar com a pregação do evangelho, com a salvação alma, acaba deixando a formação cristã em direção a maturidade num plano inferior e, consequentemente o ensino como atividade de pequena importância.
          A educação integral elaborada a partir da antropologia bíblica indica a construção de um processo educacional que considere o ser humano como um todo, não apenas em seu aspecto cognitivo (SABER), que poderá apenas privilegiar a memória, mas também será necessário dar-lhe oportunidade para construir o conhecimento refletindo sobre ele (REFLETIR). Além disso, será necessário considerar que o ser
humano convertido ao evangelho é desafiado a desenvolver e utilizar os seus dons, por isso precisará ser capacitado a servir no reino de Deus (FAZER). A vida cristã afeta todo o ser, portanto a vida mental e emocional deverá ser transformada e aperfeiçoada pela efetivação do evangelho em sua vida (SENTIR). Desde o Éden o ser humano foi criado para o relacionamento que também precisará ser atendido no desenvolvimento da vida cristã (CONVIVER / SERVIR) e, desde que o Evangelho deve promover uma radical transformação na vida, será necessário que o cristão seja atendido no aperfeiçoamento de seu caráter (SER). Estes verbos de ação pedagógica – SABER/REFLETIR, FAZER, SENTIR, CONVIVER/SERVIR e SER – muito mais do que tópicos curriculares deverão ser implementados transversalmente em toda educação religiosa na igreja, o que significa que isso ultrapassará o âmbito da sala de aula e eclesiástico.
Princípios teológicos da educação 
          Dentro deste capítulo torna-se necessário alistar princípios teológicos que se constituem em norteadores da visão cristã de educação. Em resumos apresentamos os seguintes princípios:
          1. Fonte da verdade: a fonte da verdade para o cristão está em Deus e em sua Palavra.
A verdade científica produzida pelas pesquisas da Ciência se refere aos fenômenos da natureza, aos fatos da vida. Quando as pesquisas científicas tratam da cultura, dos relacionamentos humanos e mesmo dos fatos propriamente chamados científicos que se referem aos valores da vida, a Palavra de Deus deve ser o critério superior. A Palavra de Deus é nossa fonte de verdade no âmbito de nossa fé mas, também, de nossa vida
prática cotidiana.
          2. Deus 
–  Deus é um ser pessoal, infinito, eterno, soberano, criador, mantenedor, juiz e redentor do Universo e o que nele contém;
– Deus coexiste em três pessoas, numa triunidade – Pai, Filho e Espírito Santo. Cada pessoa da Trindade, dentro da economia divina, tem um papel fundamental no plano global divino para o Universo.
– Deus não é limitado por nada e tudo pode fazer, não tendo criado o mal que surgiu como opção da rebelião de Satanás e do ser humano que, por isso, se afastaram da comunhão e convívio com Deus e de sua vontade.
– Deus é tanto transcendente quanto imanente, exercendo a sua vontade, seja 19 diretiva, seja permissiva, no Universo.
          4.  O mundo foi criado por Deus do nada (creatio ex-nihillo), portanto, a ele pertence e por ele é mantido.
          5. O ser humano:
Sua finalidade: o ser humano foi criado por Deus, à sua semelhança, para viver para a sua glória, adorando-o, servindo-o.
Sua natureza: o ser humano é individual, mas foi criado para a convivência social. Para a Bíblia, o ser humano deve ser considerado integralmente. É dotado de uma parte material (seu corpo) e da parte imaterial e, neste sentido, é espiritual, mas, também, portador de uma natureza psicológica e mental. Portanto, o ser humano é de natureza ética e é, por Deus, considerado responsável.
Seu relacionamento com o mundo criado: o ser humano foi criado por Deus para viver em harmonia e numa relação de estabilidade em nível vertical com Deus, em nível horizontal com o seu próximo, homem ou mulher, e com a natureza que Deus lhe deu para gerir.
          6. A queda e restauração do ser humano 
A queda: com a entrada do pecado no mundo a ordem da criação foi pervertida, os valores da vida invertidos e o ser humano foi afastado da comunhão com Deus deixando de viver para os fins para os quais fora criado. O ser humano e a própria natureza criada foram afetados, necessitando de restauração.
A restauração: com a morte de Jesus na cruz do Calvário e a sua ressurreição, Deus providenciou a restauração integral do ser humano decaído.
–  A salvação: a restauração do ser humano decaído é fruto da graça de Deus e destinada a todos os que crerem em Jesus Cristo, seu Filho, e se arrependerem de sua condição de perdido.
          7. A vida restaurada 
           7.1 – A vida da pessoa restaurada 
 Restauração das finalidades da criação: uma vez restaurada a vida de uma pessoa pela salvação por meio de Jesus Cristo, a sua condição anterior à queda é restaurada e passa a ter como alvo viver para a glória de Deus, desenvolvendo uma vida integral e de incondicional dedicação a Deus e ao seu reino.
Em busca da maturidade: após a conversão, começa na pessoa um processo de desenvolvimento de sua vida em direção à maturidade cristã, a partir do modelo de vida desenvolvido por Jesus.
O evangelho todo para o homem todo e para todo homem: o evangelho deve ser compreendido e aceito em toda a sua extensão e implicações. Deve ser destinado para a restauração do homem todo, isto é, dele em seus mais variados aspectos representado especialmente pelos verbos SER, SENTIR, CONVIVER, FAZER, SABER/REFLETIR.Mas, também, o evangelho tem o seu caráter universal, pois é dirigido a todos os homens, sem distinção.
         7.2 – A igreja como comunidade dos salvos 
Nascemos para o relacionamento: no momento da criação Deus deixou claro que não era boa a solidão para o ser humano (Gn 2.18). Com a queda, iniciou-se um grave distúrbio no relacionamento humano em todos os seus variados sentidos. A restauração providenciada por Deus tem, entre outros motivos, a finalidade de restaurar as relações humanas.
 A igreja: o instrumento que Deus providenciou para o desenvolvimento dos relacionamentos humanos é a igreja, que não é um templo, mas os crentes salvos por Jesus Cristo.
A igreja local: como batistas, entendemos que a igreja local é a célula básica da comunidade cristã, isto é, a igreja local é completa em si mesma, não havendo relação piramidal ou de hierarquia entre as igrejas batistas locais, mas uma relação de fraternidade e de cooperatividade.
A missão da igreja: a missão primordial da igreja é promover uma vida cristã que glorifique a Deus e lhe seja leal. Para isso, a igreja deve, também, desenvolver a sua missão dirigida ao mundo seja por meio da evangelização, do trabalho missionário e do atendimento social tanto em busca do pecador perdido, como sendo sal da terra e luz do mundo. Como a pessoa que é salva precisa partir em busca de maturidade,
nos seus mais variados sentidos – doutrinária, relacional, espiritual etc., a igreja tem, também, como missão dirigida para si mesma, promover o desenvolvimento da vida cristã de modo que o salvo possa crescer na fé e na sua vida pessoal.
            7.3 – O cristão e a comunidade
– Como a missão da igreja é ampla – dirigida a Deus, ao mundo e a si mesma – requer uma diversidade de serviços para que seja cumprida.
– Para que a diversidade da missão da igreja possa ser cumprida, Deus deu aos crentes variados dons de serviço que precisam ser descobertos, aperfeiçoados e desenvolvidos.
          8. O papel do cristão e da igreja no mundo 
          8.1 - O papel do cristão 
– O cristão deve ter Jesus Cristo como seu modelo de vida, sendo sua leal testemunha para que, com seu exemplo de vida e testemunho pessoal, as pessoas tenham a oportunidade de conhecer o evangelho e aceitar Cristo como seu Senhor e Salvador.
–  Além disso, o cristão deve ser útil na sociedade em que vive, seja como profissional, seja como cidadão. Deve exercer a cidadania com responsabilidade e contribuir ativa e positivamente para o desenvolvimento histórico do mundo em vez de ser um mero consumidor da realidade.
          8.2 – O papel da igreja 
– Como instrumento de Deus para ser um solo fértil do desenvolvimento da vida restaurada, a igreja deve promover um ambiente saudável de modo a ser exemplo para o mundo na busca de restauração de vidas em seu sentido mais completo.
– Como comunidade dos salvos, a igreja deve desenvolver influência positiva no tratamento das questões e dilemas humanos.
– Como portadora da Palavra da vida, a igreja deve promover a vida e, por meio de seus membros, desenvolver ações biblicamente fundamentadas que objetivem trazer ao mundo melhores condições de vida.
          9. O final dos tempos: com esperança aguardamos o momento da volta de Cristo, da restauração completa e final de todas as coisas.
Aplicação dos fundamentos teológicos à educação religiosa
        O estudo da Bíblia na busca do preenchimento dos objetivos educacionais essenciais ou básicos torna-se fundamental, uma vez que ela é o nosso livro texto. Um acurado estudo das virtudes cristãs como, por exemplo: as bem-aventuranças (Mt 5.1-12); fruto do espírito (Gl 5.22,23); matéria-prima do pensamento (Fp  4.8) indicará o perfil que aspiramos formar em nossos alunos: humildes de espírito, sensíveis (os que choram), mansos, têm fome e sede de justiça (retidão), misericordiosos, limpos de coração, pacificadores, corajosos a ponto de serem perseguidos por causa da justiça, amorosos, alegres, benignos, bondosos, fiéis, supercontrolado,  amantes da verdade, respeitáveis, justos, possuidores de boa fama, virtuosos, louvadores, etc. Enfim, a educação deverá, não apenas dar  INformação ao aluno sobre a Bíblia, mas oferecer  FORmação de seu caráter e de sua vida na igreja e no mundo, bem como promover uma TRANSformação do que precisa ser redimido pelo evangelho em sua vida total.
 
           Assim, é preciso considerar que:
1. A educação religiosa faz parte da missão integral da igreja e tem como finalidade principal, entre outras, capacitar plenamente o cristão, inclusive para conhecer a sua fé e ter uma vida consagrada e leal a Deus, além de capacitá-lo em seus dons para o serviço no reino de Deus, na igreja e no mundo, por meio do discipulado.
2. A fonte da verdade está em Deus, e o conteúdo que se constitui pesquisa de base para a educação religiosa é a Palavra de Deus.
3. A educação religiosa se realiza num  processo multilogal, isto é, se realiza num processo comunicacional que tem seu ponto de partida – Deus e sua Palavra – e se concretiza relacionalmente entre o professor e o aluno.
4.  A educação religiosa deve considerar o aluno como um sujeito histórico integral e não apenas como mão-de-obra para a igreja. Isto implica considerar o aluno em seus mais variados aspectos e níveis. Assim, na elaboração do sistema educacional a ser desenvolvido na igreja, será preciso começar pela formação e transformação do caráter do aluno  (SER) mas, também, considerar a sua afetividade  (SENTIR), a sua vida relacional dentro e fora da igreja  (CONVIVER), a sua compreensão da fé e da vida (SABER), a sua capacidade para refletir sobre o ensino recebido (REFLETIR). Como o aluno recebe dons de serviço para o reino de Deus, é também preciso considerar sua capacitação continuada (FAZER).
5.  Sendo integral, a educação religiosa deverá considerar a igreja local em sua missão integral, que tem suas características peculiares especialmente por estar inserida num ambiente próprio, tendo em seu entorno um papel fundamental. Neste sentido, a educação religiosa precisa considerar os objetivos educacionais contextuais que vão representar as demandas específicas de cada igreja local. Por isto, a educação religiosa precisa ser contextualizada em seu projeto funcional mas, também, precisa ter como ponto de partida os valores e objetivos cristãos aplicáveis a qualquer época e cultura, pois refletem os valores permanentes do reino de Deus.
B. Fundamentos educacionais

Educação orientada por conteúdos 
ou por valores e objetivos? 

          Para alcançar um dos principais apelos das igrejas locais no atendimento de suas necessidades contextuais não será mais possível adotar um modelo que poderemos
chamar de conteudista, isto é, que privilegia o conteúdo e um currículo nacional único.
Este modelo deixa a igreja local à mercê de uma agenda temática genérica aplicável ao
país como um todo. Deixa também a igreja local dependente do que é decidido fora dela,
distante de seu contexto e necessidades, ainda que se lhe ofereça um currículo aplicável
a diversos anos. Assim, os conteúdos são fornecidos por empréstimo de alguma
organização ou editora, preparados fora do ambiente em que vai ser ministrado. Numa
abordagem assim, não apenas a sequência, mas também o entrelaçamento de disciplinas
e o seu conteúdo desconsideram o contexto de sua aplicação. Desta forma, as
necessidades, os dilemas, as características peculiares do âmbito de aplicação do
conteúdo educacional deixam de ser contemplados. Essa abordagem também não
contempla a sintonia e a integração de todo conjunto do programa educacional de uma
igreja. Desta forma, as diversas faixas etárias seguem, em geral, sua própria matriz
curricular, assim também as diversas organizações educacionais existentes na estrutura
eclesiástica, o programa do culto e a educação religiosa doméstica quando existir. A
consequência disso é que ocorrerá, pelo menos, redundância e falta de coesão de
c
PURIFICANDO-SE DIANTE DE DEUS " O CAMINHO DA SANTIFICAÇÃO"
          Depois de ter passado um tempo significativo em louvor e ação de graça, você está pronto para entrar nm período de confissão e purificação. Esse é o tempo em que Deus sondará seu coração e o purificará daquilo que impede que haja poder na sua oração. É durante o tempo de confissão e arrependimento que Deus "corrige" e "ajusta" nossas vidas. É através da confissão que crescemos e que Deus permite que nos conformemos à imagem de Cristo (Rom 12. 1-2).
        Deus nos chama para um processo detalhado e não para uma breve e casual formalidade. Muitas vezes o pecado entrou e bloqueou nosso poder e nós nem nos apercebemos disto. Muitas pessoas têm pouco poder na oração porque falham em  práticar a confissão diariamente. Ninguém pode ser verdadeiramente purificado de seus pecados e cheio do Espírito de Deus com uma confissão tão superficial. Por falta de confissão, muitas orações são insípidas e sem poder. Precisamos sempre nos lembrar de que Deus não nos ouvirá se houver pecados inconfessos em nossas vidas ( Sl 66.18).
         A triste verdade é que muitos de nós crentes nos acostumamos tanto a viver sem a plenitude de Deus que na verdade nos esquecemos com é ser biblicamente cheio do Espírito Santo. Porque falhamos em gastar um tempo para permitir que Deus realmente nos purifique e nos encha com seu Espírito num processo diário.
         Como regra prática, eu descobri que é de extrema importância examinar minha vida por categorias. Em vez de fazer uma sondagem geral, considere cada categoria específica de pecado em potencial.
 -  Primeira categoria:  Pecados de Pensamento
          Precisamos começar nossa jornada com a purificação da mente e do coração. (Mt 15.19). Não é a toa que satanás ataca nossas mentes com pensamentos inapropriados, pecaminosos. O diabo sabe que se ele puder desenvolver fortaleza em nossos pensamentos, ele facilmente nos levará a pecar e a  nos separar do poder de Deus.
          Honestamente, reflita nos tipos de pensamento que ocupa sua mente. A sua mente está cheia de pensamentos acerca de Cristo ou está consumida com questões terrenas? Pensamento libidinosos, impuros, frequentemente ocupam sua mente? Jesus está no centro de suas prioridades ou Ele ocupa apenas um pequeno dos seus pensamentos e  planos? Você sente que seus pensamentos estão misturados com desejos egoistas em vez de está buscando a glória de Deus? Você está ciente do seu desejo de ser notado e eleogiado pelas pessoas em vez de está simplesmente buscando agradar a Deus? Seu amor e adoração diminuem quando as coisas não saem do seu jeito?
 -  Segunda categoria:  Pecados de Atitudes
          Quando Deus examina nossas vidas, Ele não somente vê as ações exteriores. Ele vê especialmente a atitude por trás delas. De fato, muitas vezes a maneira como se diz alguma coisa tem santo peso quanto o que é dito. Deus está interessado com a atitude de nossos corações.
Apoc 3.15-6; 1 Ped 5.5; Sal 51:17b; Tiag 2:1,4; Heb 11.6.
          O orgulho é um pecado tão refinado que muitas vezes passa despercebido. Se você acha que já "chegou no ponto" ou que precisa de pouca purificação, você é culpado da pior forma de orgulho espiritual. Creia que Cristo pode lhe dar um coração com espírito de humildade e contrição verdadeiras. Deus detesta todas as formas de arrogância e de autopromoção( Prov. 8:13,  1 Ped 5:5). Se você sente que Deus esta mostrando-lhe esse pecado, imediatamente o confesse e o abandone. A descrença interrompe o fluir do poder de Deus na vida do crente. Por causa da falta de fé, muitos crentes vivem fracos e derrotados, e muitas orações não são atendidas ( Mat 13:58).
 -  Terceira categoria: Pecado de Palavra
         Deus dar uma enorme importância ao nosso falar. Em Mateus 12:36. Jesus faz um incrível afirmação: Mas eu lhes digo que, no dia do juizo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado.
          Uma tragica tendência moderna é o crescente número de brigas e divisões nas igrejas. Qual é a causa desse flagelo espiritual? A causa mais óbvia é a infiltração dos padrões mundanos na igreja. Na sociedade hoje, as pessoas estão prontas a brigar, quebrar votos e até mover uma ação por motivos banais. Não há nada que desonre mais Cristo e que alegre mais a satanás do que disputo entre o povo de Deus. Tragicamente, em briga de igreja, há certos indivíduos que parecem sempre ser a raiz do problema. Embora eles sejam a minoria, eles frequentemente apagam o Espírito Santo da igreja toda. Tais pecados sutis de atitudes e de palavras são frequentemente mais danosos a uma igreja do que aqueles ditos óbvios, os "pecadões". Na verdade, um membro de igreja negativo pode fazer mais mal à comunidade do que um alcoólico!
 -  Quarta categoria: Pecados nos Relacionamentos
          Talvés em nossos relacionamentos seja onde mais comumente percamos a plenitude de Deus. Os pecados de relacionamentos geralmente caem em cinco áreas principais; em cada uma delas você necessita tomar ações espécificas de arrependimento. Mat 5:23-24; Efes 5:25; 1 Ped 3:3-4; Efes 6: 1-4;
          Um relacionamento impróprio vai desde adultério e fornicação até simplesmente está inadequadamente próximo de alguém. conjuges podes estar compartilhando coisas com outras pessoas que deveriam ser partilhando coisas com outras pessoas que deveriam ser pastilhadas apenas entre eles. Esposos podem esstá gastando mais tempo com amigos e negligenciando seu relacionamente conjugal. Pais podem estar muito envolvidos na vida de seus filhos casados, ou filhos casados serem dependentes dos pais.
         Relacionamento inadequado envolvem muito mais coisas, além da imoralidade sexual. Peça a Deus que lhe revele qualquer relacionamente que seja impróprio ou esteja desequilibrado. É vital que você pare agora, antes que a situação piore. Seja honesto com Deus e com você mesmo. E não se desespere, Deus lhe dará força para mudar! Ocorrem tremendo milagres nas famílias quando alguém se humilha e pede perdão por algo de errado que tenha feito.
  - Quinta categoria: Pecados de Ação
          Transgressão é qualquer ato em que se quebra a lei de Deus ou fazer alguma coisa que Deus proibe. Esses pecados são conhecidos como "pecados de ação". Efes: 5.5, 1 cor 3:16-17; Exod 20:2-3; Mat 6.24; Rom 14:23.
          Nosso corpo é o templo do Espírito Santo e deve ser espiritualmente santo e estar fisicamente  em forma para ser usado no reino de Deus. Deus o abençoará sobremaneira pelo seu esforço para lhe entregar um vaso saudável, santo, preparado para seus propósitos santos. De acordo com as escrituras, se você fizer qualquer coisa sem a firme convicção de que é da vontade de Deus, está comentendo pecado. Uma outra maneira de dizer isto é: "Se você está envolvido em/ com alguma coisa e não sente paz, é pecado" A palavra de Deus fornece princípio claro em relação ao uso do dinheiro. Jogar ou ficar rico rapidamente através de "esquema" é exatamente o oposto das leis de Deus sobre finanças. Jesus não poder ser o Senhor de sua vida se Ele não é o Senhor das suas finaças.
 -   Sexta categoria: Pecado de Omissão
          Um pecado frequentemente ignorado é o de omissão. Tiag 4:17; Jo 15:4-5; At 1:8; Rm 6:14; Tiag 3;1; e Tiag 1: 23-4.
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